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A mulher é agente de viagens e já chegou a gastar US$ 30 mil em passagens por causa da obesidade. Ela conta que a vida após emagrecer é "incrível"

A australiana Doina Nicutescu, de 39 anos, é agente de viagens e viu a obesidade atrapalhar até mesmo seu trabalho, quando engordou tanto a ponto de não caber mais na classe econômica dos aviões. Depois de mudar a rotina e emagrecer 77 kg, ela destaca como a autoestima melhorou.

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mulher consegue emagrecer 76 kg e eleva autoestima: arrow-options
Reprodução/Daily Mail
Doina percebeu como a obesidade atrapalhava o seu dia a dia e até o trabalho. Agora ela está com o corpo dos sonhos


Doina declara que decidiu emagrecer após notar como ser obesa interferia negativamente em sua vida. Estar acima do peso também saiu caro por lhe custar US$ 30 mil ao longo de quatro anos de viagens. "Quando me tornei grande demais para sentar confortavelmente em assentos econômicos, decidi voar apenas na classe executiva", explica ela à agência Caters News .

A agente de viagens já visitou mais de 40 países nas últimas duas décadas, mas relata que o peso elevado estragava a sua experiência nos locais. Além disso, ela se queixou muito dos aviões que já frequentou e afirmou que viajar nesse meio de transporte sendo "obeso" é totalmente diferente.

"Os assentos da classe econômica são muito pequenos. Você fica esbarrando por todos os lados e os apoios para os braços nunca ficavam devidamente baixos entre nós", desabafa Doina.

Como se não bastasse a frustração por não se sentir bem acomodada, a mulher também relata que sentia a irritação dos passageiros quando ela se sentava ao lado deles. "Uma vez, eu estava andando pelo corredor para usar o banheiro e ouvi uma pessoa rir e dizer: 'Eu duvido que ela vai se encaixar lá'", relembra.

Outra preocupação era a questão de se manter segura nos voos. Segundo a australiana, os cintos de segurança ficavam pequenos ela sempre precisava de extensor, que era solicitado aos comissários de bordo. "Geralmente os comissários eram discretos, mas uma vez uma mulher gritou: 'Aqui está seu cinto de segurança!'. Ela segurou o cinto para todos verem", lamenta Doina.

O constrangimento naquela ocasião foi grande, e a agente de viagens, então, optou por furtar a extensão. "Eu estava tão envergonhada que decidi levar comigo quando saí do avião, assim eu nunca teria que pedir de novo", esclarece.

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Obesidade genética

Doina atribui os problemas com o peso à genética e aos hábitos alimentares ruins que fizeram com que ela atingisse 100 kg ainda na adolescência, aos 17 anos. De acordo com a mulher, a avó e a mãe também tinham o mesmo corpo.

"A coisa mais difícil de estar acima do peso é todo mundo supondo que você é um porco. Não era nada disso, mas eu sempre senti que todo mundo estava julgando cada mordida que eu dava", pontua a agente de viagens.

"Eu já estive na fila para pegar sushi em Sydney, e uma mulher se aproximou de mim e disse: 'Olhando para o seu tamanho, você não acha que deveria estar com uma salada no almoço?'. Ela parecia completamente enojada por mim. Foi chocante e doloroso", acrescenta.

Mudança rápida e eficaz

Doina entendia que precisava perder peso , mas continuou a engordar com o passar do tempo até chegar aos 153 kg em abril de 2016. Naquele momento ela percebeu que precisava mudar os hábitos de vida.

Ela sempre tentou fazer dietas, porém desistia ao notar que não tinha sucesso e, em muitos casos, ela sempre ganhava mais peso do que antes de começar a reeducação. Ao sentir que nada funcionava, a mulher procurou por ajuda médica.

O especialista sugeriu uma cirurgia de redução de estômago conhecida como gastrectomia vertical ou manga gástrica, e a australiana decidiu realizar o procedimento. Um ano após o método, ela já havia eliminado 60 kg e em dois anos perdeu mais 16kg, totalizando 76 kg a menos.

O emagrecimento resultou em excesso de pele e Doina precisou passar por alguns procedimentos, como a lipoaspiração, para chegar a ter o corpo dos sonhos.

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A vida depois de eliminar 76 kg

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Reprodução/Facebook
Doina agora pesa 77 kg e relata que isso mudou completamente a sua vida pessoal e profissional


Antes de emagrecer , a australiana já visitou lugares como Tailândia, Ilhas Gregas e Havaí no verão e não se sentia confortável em usar roupas de banho por conta da obesidade . Agora que alcançou a marca de 77 kg, ela conta que sua vida e suas experiências nas viagens mudaram completamente.

"Desde que consegui perder peso, já estive em Hong Kong, Fiji, Caribe, Tailândia, Malta, Portugal, Miami e Dubai. Já fiz coisas que nunca faria antes, como nadar de roupa de banho, mergulhar e andar de camelo. Tem sido incrível", finaliza.