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Especialista em saúde pública Karin Michels fez críticas ao "queridinho" das dietas dos últimos anos em palestra que foi publicada no YouTube e viralizou

Um vídeo compartilhado no YouTube já soma mais de 1 milhão de visualizações por conta de um comentário feito pela professora da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Karin Michels, de que o “queridinho” óleo de coco é, na verdade, “tão ruim quanto veneno puro” .

Especialista em saúde pública afirma que óleo de coco tem o dobro de gordura saturada de uma banha de porco
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Especialista em saúde pública afirma que óleo de coco tem o dobro de gordura saturada de uma banha de porco

A utilização do óleo de coco se dá em diversos aspectos, servindo até mesmo como forma de tratamento capilar , ao ser passado nos fios. O problema apontado por Karin, por outro lado, é quando ele é ingerido.

A especialista em saúde pública afirmou na palestra “Óleo de coco e outros erros nutricionais”, realizada na Universidade de Freiburg, na Alemanha, e que foi publicada na plataforma de compartilhamento de vídeo, que esse tipo de óleo “é uma das piores coisas que se pode comer”.

Segundo Karin, o problema é que há alta concentração de gordura saturada no óleo, que é capaz de aumentar os níveis de colesterol LDL, o “colesterol ruim”, que aumenta o risco de doenças cardiovasculares. A especialista afirma ainda que esse tipo de óleo tem o dobro da quantidade de gordura saturada encontrada em banha de porco e 60% vezes mais do que se tem em um prato de gordura animal frita.

Karin também acredita que o uso de “alimentos exóticos” para conseguir uma saúde melhor é apenas uma estratégia da indús tria de alimentos.

Não é a primeira vez que o óleo de coco é criticado

Óleos vegetais, como o azeite de oliva ou óleos de milho, são melhores que óleo de coco na cozinha, segundo especialistas
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Óleos vegetais, como o azeite de oliva ou óleos de milho, são melhores que óleo de coco na cozinha, segundo especialistas

A própria Organização Mundial da Saúde alerta que o uso de gorduras saturadas na alimentação está associado a doenças cardíacas, diabetes e até mesmo certos tipos de câncer. E entre os alimentos apontados com altas concentrações está o óleo feito a partir do coco.

No ano passado, a Associação Americana do Coração também já havia criticado o uso desse tipo de óleo na cozinha. A principal organização sobre saúde cardiovascular dos Estados Unidos apontou que ele é tão prejudicial à saúde quanto a manteiga e a gordura da carne.

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A associação apontou ainda que, enquanto 72% do público leigo acreditava que o óleo de coco se tratava de um alimento saudável, apenas 37% dos nutricionistas concordavam com essa afirmação. Sendo assim, a recomendação é pelo uso dos tradicionais óleos vegetais, como o azeite de oliva ou óleos de milho e girassol.

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