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Norte-americana Joy Nemerson come insetos pelo menos duas vezes por semana e defende ser uma forma mais sustentável e saudável de se alimentar

Algumas  dietas alimentares são, no mínimo, bizarras: você já considerou, por exemplo, comer insetos? Por mais nojento que pareça, até a ONU recomenda seu consumo pela quantidade de proteínas presentes nas criaturas. Nos EUA, uma jovem de 24 anos, cansada de suas alergias alimentares , decidiu adotar a dieta e é uma forte defensora do consumo de insetos.

Cansada de suas alergias alimentares, jovem norte-americana de 24 anos encontrou novas opções ao comer insetos
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Cansada de suas alergias alimentares, jovem norte-americana de 24 anos encontrou novas opções ao comer insetos


Joy Nemerson é essa jovem. Ela, que além de ter várias alergias e intolerâncias, diz que também era “fresca” para comer, mas que comer insetos mudou isso tudo. Sendo parte importante de sua dieta, ela compara consumir ovos de formigas a caviar e adora uma boa pizza de grilos.

Pode parecer nojento, mas Joy diz ter superado seu nojo rapidamente. “Eu entendo completamente que olhar para uma larva e depois mordê-la pode ser um pouco estranho, mas superei isso rapidamente. Uma vez que você começa a comer, você não consegue mais parar”, conta ela ao tabloide britânico “Daily Mail”.

Agora, ela diz consumir insetos pelo menos duas vezes por semana. A nível mundial, estima-se que pelo menos dois bilhões de pessoas consumam insetos de forma regular e existem quase duas mil espécies comestíveis.

Por que ela começou a comer insetos

Joy defende que comer insetos, além de saudável, é uma maneira mais sustentável de se alimentar
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Joy defende que comer insetos, além de saudável, é uma maneira mais sustentável de se alimentar


Ao “Daily Mail”, Joy afirmou ter  desenvolvido alergia a trigo e alguns vegetais durante a adolescência, o que a impede até hoje de comer diversos alimentos, como barrinhas de cereal. Em 2017, porém, ela conheceu uma marca de barrinhas de cereal feitas a partir da proteína de grilos e ficou impressionada.

“Eu provei e era realmente bom. Tinha um gosto terroso, de nozes. A partir daí comecei a ler cada vez mais sobre insetos comestíveis e, quanto mais lia, mais interesse tinha em começar a comê-los”, conta.

Além dos benefícios nutricionais dos insetos, ricos em proteína e ferro, a jovem também fala sobre como adotar uma dieta que inclua os bichinhos, em vez de carnes, pode ser bom para o meio ambiente.

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“Lemos relatórios e matérias falando sobre como estamos esgotando nossos recursos naturais. Esta é uma forma muito mais sustentável de se comer. Quando você pensa que consegue a mesma quantidade de nutrientes num punhado de grilos que conseguiria numa vaca inteira, comer insetos parece uma opção muito melhor para o futuro do nosso planeta”, defende.

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