Reposição hormonal está ligada a aumento dos casos de câncer de mama e de endométrio?
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Reposição hormonal está ligada a aumento dos casos de câncer de mama e de endométrio?

Ondas de calor, alterações no sono, irritabilidade e queda na qualidade de vida fazem parte da rotina de muitas mulheres durante a menopausa e o climatério.

Mesmo com avanços nos estudos e nas recomendações médicas, a terapia hormonal ainda desperta insegurança em pacientes que chegam aos consultórios cercadas de dúvidas e informações desatualizadas.

Indicada para amenizar os impactos causados pela redução dos hormônios femininos, a reposição hormonal continua sendo alvo de mitos que atravessaram décadas.

Entre os receios mais comuns estão o medo de desenvolver doenças graves e a crença de que o tratamento provoca ganho de peso inevitavelmente.

De acordo com a ginecologista e especialista em estética íntima feminina, Bruna Paschoalim, boa parte dessa resistência surgiu após interpretações equivocadas de estudos antigos, publicados em um momento em que a medicina ainda tinha menos recursos e informações sobre o tema.

“Existe muito tabu em relação à reposição hormonal por conta de estudos antigos que geraram medo nas pacientes. Hoje, a medicina já revisitou muita coisa e entende melhor quais mulheres podem se beneficiar do tratamento e quais precisam de mais cautela”, explica.

Nos últimos anos, novas pesquisas e atualizações de entidades médicas internacionais passaram a reforçar que o tratamento pode ser seguro quando indicado corretamente e acompanhado de forma individualizada.

Avaliações clínicas, idade da paciente, histórico familiar e intensidade dos sintomas estão entre os fatores considerados antes do início da terapia.

Segundo a especialista, outro equívoco frequente é associar a reposição hormonal apenas a questões estéticas ou sexuais.

“Muitas pacientes acham que a reposição hormonal serve apenas para aumentar o desejo sexual ou melhorar a estética corporal, quando na verdade ela pode ter impacto importante na qualidade de vida, no sono, no humor e até na disposição”, afirma.

A médica também destaca que não existe um modelo único de tratamento. As opções variam de acordo com as necessidades de cada mulher, incluindo diferentes hormônios, doses e formas de administração. Por isso, o acompanhamento profissional é considerado fundamental para garantir segurança durante todo o processo.

Apesar das mudanças nas diretrizes e do avanço das pesquisas, muitas mulheres ainda enfrentam os sintomas da menopausa sem procurar ajuda especializada.

O medo alimentado por relatos isolados e conteúdos sem respaldo científico continua sendo um dos principais obstáculos para quem poderia se beneficiar do tratamento.

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