A primeira bolsa Birkin já criada, desenhada especialmente para Jane Birkin em 1984, foi arrematada por 8,582 milhões de euros (cerca de R$ 55 milhões) em um leilão realizado pela Sotheby’s em Paris. O valor estabeleceu um novo recorde como a bolsa mais cara já vendida e o objeto de luxo de maior valor comercializado em leilão na Europa, segundo a casa de leilões.
A peça, feita à mão em couro preto e gravada com as iniciais "J.B.", foi o destaque do evento "Ícones da Moda", que coincidiu com o encerramento da Semana de Alta-Costura de Paris. Considerada um "protótipo histórico", a bolsa possui características únicas, como anéis metálicos fixos, alça não removível e até um cortador de unhas integrado — um detalhe peculiar que reflete o estilo pessoal da artista.
A origem de um ícone
A história da bolsa Birkin começou em 1983, durante um voo entre Paris e Londres. Jane Birkin, então uma jovem mãe, conversava com Jean-Louis Dumas, então CEO da Hermès, sobre a dificuldade de encontrar uma bolsa prática que acomodasse seus pertences e os itens de sua filha. Inspirado, Dumas projetou uma bolsa espaçosa, com um bolso interno para mamadeira , e entregou o modelo exclusivo a Jane em 1984.
Quatro décadas depois, a Birkin se tornou um símbolo de status e exclusividade, com produção limitada e lista de espera que pode durar anos. Enquanto modelos básicos custam alguns milhares de dólares, versões em couros exóticos, como crocodilo, podem ultrapassar centenas de milhares.
Um legado cultural
Jane Birkin, falecida em 2023, era uma figura icônica na cultura francesa — musa do cantor Serge Gainsbourg, mãe da atriz Charlotte Gainsbourg e ativista de causas humanitárias. Ela carregava sua Birkin original por anos, muitas vezes adornada com adesivos de organizações.