O bebê Dexter Tyler, em foto onde segura o DIU que a mãe dele usava para evitar uma gravidez
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O bebê Dexter Tyler, em foto onde segura o DIU que a mãe dele usava para evitar uma gravidez

Quem nunca ouviu falar na expressão “filho do DIU”? Nas redes, recentemente, percebemos uma enxurrada de fotos de bebês segurando o Dispositivo Intrauterino, o famoso DIU, com piadas sobre a falha do método, porém, é preciso esclarecer que esse é um dos  métodos mais seguros para evitar gestações não planejadas. Mesmo de cobre ou hormonais, eles apresentam taxas de proteção superiores a 99%, de acordo com estudos atuais.

Pesquisas de diversos órgãos de saúde indicam o  DIU como um dos métodos contraceptivos mais eficazes para prevenir a gravidez. Além disso, o método é cada vez mais procurado por jovens. Um estudo do Caism, Campinas, de 2018 revelou que 30% das mulheres que usam o acessório são mulheres de 25 anos. “O dispositivo intrauterino (DIU) é um pequeno objeto de plástico em formato de T inserido no útero para atuar como contraceptivo. Um DIU de cobre dura até 12 anos e pode servir como um contraceptivo de emergência quando inserido dentro de cinco dias após o ato sexual sem proteção”, elucida Angela Bossetto, ginecologista e Diretora do Hospital Santa Clara localizado na capital paulista.

A médica também explica que pela quantidade do elemento químico no útero, o aparato proporciona um ambiente hostil para o espermatozoide, impedindo que ele se encontre com o óvulo. Mas ela salienta: “Nem tudo são flores. No geral, a desvantagem é que o DIU de cobre pode aumentar os dias e a intensidade do fluxo menstrual e das cólicas”. Mesmo com as desvantagens, o DIU de cobre é a melhor opção para mulheres que precisam evitar hormônios exógenos, como nos casos de pacientes com câncer de mama nos últimos 5 anos. Esse contraceptivo deve ser escolhido por mulheres que não querem ter redução do seu fluxo menstrual habitual. “Vale ressaltar que o DIU pode ser extremamente eficaz para prevenir a gravidez, mas o método mais seguro existente é o uso da camisinha, pois além da gravidez, ela evita as doenças sexualmente transmissíveis”, comenta Bossetto.

Segundo a especialista, a eficácia do DIU de cobre é de 99,2% a 99,4%, e esse índice sobe para 99,8% no DIU hormonal. “Para se ter noção, a laqueadura tubária – método irreversível que liga as trompas – tem uma eficácia de 99,5%. O DIU também é um método mais eficaz que a pílula anticoncepcional”.

A médica ainda explica que existem basicamente dois tipos de DIUs: o DIU mais antigo (de cobre), e o DIU hormonal (Mirena). A principal diferença entre eles está no efeito sobre a menstruação. Enquanto o DIU de cobre aumenta o fluxo menstrual (podendo causar ou piorar a cólica menstrual), o DIU hormonal (Mirena) deixa a mulher sem menstruar. “O DIU Mirena tem as indicações precisas, principalmente para os casos de mulheres com endometriose. É preciso conversar abertamente com seu médico sobre as possibilidades e levar em conta seu histórico de saúde e vida, para tomar a melhor decisão possível, visto que são métodos utilizados por vários anos, a depender do tipo inserido”.

Para finalizar, Angela respondeu uma pergunta constante em consultório que toda mulher adora fazer com relação ao ganho de peso na adoção do método: “O DIU de Cobre não engorda, pois não possui hormônios e seu efeito se restringe ao útero. Além de atuar como barreira física, o cobre é um espermicida natural, não causando qualquer alteração de apetite ou retenção de líquido. Sobre o hormonal, depende do histórico do paciente, estilo de vida e adaptação, como já disse, é preciso avaliar cada caso singularmente”.

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