A maior parte dos jovens não quer os pais como amigos nas redes sociais
Hoje basta o jovem ter hoje um computador (ou celular) conectado à Internet para estar cadastrado em uma rede social. De acordo com a eMarketer, consultoria norte-americana especializada em pesquisa e análise do mercado digital, aproximadamente 78% dos jovens envolvidos com o mundo virtual são usuários de diferentes sites com o mesmo objetivo: compartilhar informações com amigos. Mas o que acontece quando os pais querem entrar na brincadeira?
De acordo com uma recente pesquisa realizada pela Ketchum, agência mundial de relações públicas, em conjunto com 10 mil membros da rede social myYearbook.com, 42% dos adolescentes ficam nervosos ou irritados quando os pais os adicionam como amigos em redes sociais (para 41% tanto faz e para 17% a interação com os pais é legal). A maioria dos incomodados possui entre 13 e 14 anos. Entre os mais velhos, o índice de rejeição é menor: 27% não aprova a amizade virtual com os pais.
Uma vez que a mãe ou o pai adicionar o filho em alguma rede social, uma pesquisa realizada pela Kaplan , especializada em ajudar jovens a atingirem seus objetivos acadêmicos e profissionais, afirma que, de 973 estudantes norte-americanos do Ensino Médio, 56% dá total acesso aos pais para saberem o que acontece no perfil que eles possuem no Facebook. Por outro lado, 34% conta que os pais não possuem acesso algum às atualizações de status e fotos, e 58% dos adolescentes informou que os pais não estão dentro da rede social.
O vice-presidente sênior da Kaplan, Justin Serrano, declarou que as redes servem como uma nova maneira para os pais se manterem atualizados sobre a vida dos filhos. “Mas para a maioria dos pais, esta relação online ainda é um território relativamente desconhecido. Eles estão querendo monitorar os filhos virtualmente, e os adolescentes estão se ajustando a isso de diferentes maneiras”, revela.
Segundo a Ketchum, os adolescentes entre 15 e 17 anos são os mais engajados com as redes sociais; diferente do que acontece entre os norte-americanos de 18 e 19 anos, que costumam deixar a atividade virtual um pouco de lado depois de entrarem na faculdade. Entre os jovens identificados como influentes nas mídias sociais, 95% atualiza o perfil pelo menos uma vez por dia e 91% possui mais de 500 amigos na rede. As chances de eles serem convidados para uma festa no fim de semana também é 40% maior do que os que não estão tão conectados virtualmente.