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Síndrome de Down: aceitando o diagnóstico

Há semelhanças na reação dos pais que têm bebês portadores da síndrome: depois de fase de raiva e impotência, eles relatam alegria

New York Times |

Getty Images
Segundo pesquisa, fase da raiva é suplantada pela resiliência ao ter um filho portador da Síndrome de Down
As sensações negativas que os pais experimentam logo que são informados que o filho sofre da síndrome de Down, na maioria dos casos, acabam se transformando em alegria e resiliência – ou seja, capacidade de recuperação diante de adversidades. É o que relataram pesquisadores norte-americanos.

Os autores do estudo revelaram as descobertas preliminares de uma pesquisa online realizada com pais de crianças com síndrome de Down. Iniciada em outubro de 2009, a pesquisa levantou mais de 500 respostas. Segundo pesquisadores das universidades Kansas State e Texas Tech, foram apresentadas diversas similaridades na forma como os pais se sentiram ao saber que o filho sofria da Síndrome de Down.

“A maioria dos pais disse que foi muito devastador e passou por um período de depressão, tristeza, luto e choque, sentindo medo, raiva, descontentamento e impotência”, declarou em um informativo Briana Nelson Goff, diretora de assuntos acadêmicos do College of Human Ecology e professora de estudos da família da Kansas State University.

Entretanto, muitos pais relataram que tais sensações iniciais mais tarde foram substituídas por emoções positivas. Goff explicou: “Diversos pais disseram que o período de desenvolvimento do vínculo afetivo com os filhos foi um dos fatores cruciais para a capacidade de recuperação. Eles precisaram de algum tempo para se dar conta do que estavam enfrentando, e isso os ajudou a se ajustar”.

Pressão profissional

Apesar de não terem sido questionados sobre este tema específico, cerca de 20% dos pais disseram ter tido experiências negativas no contato com profissionais de saúde. Isso incluiu profissionais que colocavam a possibilidade de um aborto como a única opção, ou ainda pais se sentindo pressionados para optar pelo aborto.

“Essa foi a maior surpresa que tivemos com os resultados da pesquisa. Eu esperaria essa pergunta de pais que tiveram seus filhos 20 anos atrás, mas não de pais que tiveram filhos cinco anos atrás”, disse Goff.

Juntamente com sua colega Nicole Springer, da Texas Tech, a especialista pretende publicar um livro com informações da pesquisa e entrevistas de alguns pais. Ambas as pesquisadoras têm filhos portadores da Síndrome de Down.

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