No Brasil inteiro, as mulheres estão se tornando mães cada vez mais tarde. Em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, as proporções de nascimentos com mães de 25 a 29 anos já são maiores que as observadas entre 20 e 24 anos, segundo as Estatísticas do Registro Civil 2010. A mesma pesquisa, realizada pelo IBGE, apontou também um aumento significativo no volume mães de 30 a 34 anos, que passou a ser maior que o grupo de mulheres que se tornam mães ainda adolescentes. Estes últimos dados também são realidade em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O cenário se expressa muito além de números e estatísticas. Adiar o momento de se tornar mãe é uma escolha que representa mudanças no modo de pensar, de desejar e de se comprometer com o filho, a família e com todos os atributos envolvidos na opção, apontando para uma racionalização da maternidade. Já não basta para a mulher ser mãe para saciar um instinto puramente biológico, nem compreender a maternidade como uma consequência natural do casamento ou de um relacionamento sério.
Hoje, as condições para ser mãe envolvem um grau de maturidade e consciência que, para muitas mulheres, só é alcançada com uma certa experiência de vida. Para captar melhor as histórias por trás dos números, o Delas traz o depoimento de três mulheres que se tornaram mães após os 30 anos de idade.
Laura, 38 anos, engenheira agrônoma e mãe de Serena, 7, Gaia, 5, está grávida de cinco meses: “Não existem mulheres-maravilha. Preferi ser mãe mesmo”
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