Nova pesquisa australiana mostra que conseguir se colocar no lugar do outro ajuda tanto para fazer novas amizades quanto para mantê-las ao longo do tempo

O estudo apontou diferenças entre as interações sociais de meninos e meninas
Thinkstock/Getty Images
O estudo apontou diferenças entre as interações sociais de meninos e meninas

Um recente estudo australiano mostra que crianças que conseguem identificar o que os amigos sentem, querem e pensam são mais sociáveis. A pesquisa, feita pela Universidade de Queensland, analisou crianças em idade pré-escolar e escolar.

A popularidade de cada criança foi medida através de nomeações por colegas de classe e avaliações dos professores.

O estudo mostra também que essa característica é importante na vida tanto das crianças mais novas, quando fazem amizades, quanto das mais velhas, para manter esses laços conforme crescem.

A pesquisa, publicada na revista "Child Development", também notou diferenças entre as interações sociais de meninos e meninas. Para elas, a amizade envolve mais intimidade e resoluções de conflitos. Isso pode apontar que as meninas precisam usar mais sua sensibilidade do que os meninos.

>> MAIS: O que os pais podem fazer para estimular a amizade entre irmãos

“Nosso estudo mostra que treinar as crianças para serem mais sensíveis aos pensamentos e sentimentos dos outros pode melhorar suas relações com os colegas. Isso pode ser particularmente importante para crianças que lutam com o isolamento social”, afirma Virginia Slaughter, professora de psicologia na Escola de Psicologia da Universidade de Queensland e autora do estudo, em comunicado. 

Teoria da mente

Ter empatia pelos colegas, ou seja, conseguir se colocar no lugar do outro e entender o que ele pensa, sente e quer é uma habilidade muito importante em episódios de interações sociais. Essa habilidade é classificada por estudiosos como teoria da mente.

A análise australiana foi baseada em 20 estudos diferentes que abordaram a relação entre a teoria da mente e a popularidade. Foram analisadas 2.096 crianças de dois a dez anos da Ásia, Austrália, Europa e América do Norte. A amostragem incluía crianças de diversas classes sociais, mas a predominância era de classe média. Em 17 estudos, a maioria das crianças era caucasiana.

Veja ainda:
Escolas americanas estimulam o fim do “melhor amigo”
Pré-adolescentes com amigos mais velhos pedem atenção redobrada

>>> Curta a página do Delas no Facebook e siga o @Delas noTwitter <<<

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.