Praticar bastante é essencial para se atingir a excelência em uma habilidade específica. Mas isso não é tudo

Pesquisadores estudam como a prática afeta o desempenho dos jogadores de xadrez
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Pesquisadores estudam como a prática afeta o desempenho dos jogadores de xadrez
Para se tornar verdadeiramente bom em alguma atividade algumas qualidades devem ser consideradas, como, por exemplo , o QI ou a memória de trabalho. Pelo menos é o que sugerem pesquisadores que estudaram como a prática afetava o sucesso de jogadores de xadrez.

Para o estudo, publicado na edição de outubro da revista Current Directions in Psychological Science, os pesquisadores também consideraram pesquisas anteriores e notaram que nem a prática mais difícil nem a mais longa compensam a falta de outras características importantes que são relevantes para uma determinada atividade.

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Os autores do estudo apontam que existe uma crença de que as pessoas serão melhores em áreas como esporte, música ou xadrez se praticarem muito, mas eles discordam dessa visão. “Não é bem assim. Se considerarmos pessoas que são excelentes em alguma atividade, muitas praticaram por três mil horas enquanto outras treinaram por 30 mil horas para atingirem o mesmo nível. E ainda há pessoas que praticaram mais de 30 mil horas e não conseguiram isso ", afirma Guillermo Campitelli, pesquisador da Edith Cowan University, em Joondalup, Austrália.

Música e xadrez
Ao pesquisar estudos prévios sobre como a prática afeta músicos, Campitelli e seu parceiro de estudo se deram conta de que músicos melhores em leitura de pauta sem estudo prévio da mesma têm uma memória de trabalho melhor, e a habilidade de manter informações relevantes ativas na mente.

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Quando se trata de xadrez, no entanto, as qualidades que ajudam alguns jogadores a se tornarem os melhores ainda não foram identificadas, embora os pesquisadores sugiram que os jogadores de xadrez possam ter um alto QI mais alto do que a população em geral.

Os pesquisadores também descobriram que 82% dos jogadores adultos são destros, em comparação a 90% da população em geral. Eles afirmam que isso poderia sinalizar uma discrepância no desenvolvimento do cérebro que melhora a habilidade espacial em algumas pessoas permitindo que elas sejam ótimas jogadoras de xadrez.

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