Flor de corte criada em laboratório atrai pela variedade de cores

O impacto visual é inegável. De pétalas longas, firmes e finas, cores marcantes e folhas vigorosas, a anastasia, flor da família do crisântemo, chegou este ano ao Brasil e já é sensação no mercado.

“Trata-se de uma flor que chama atenção pela variedade de cores, durabilidade e textura”, afirma Alfredo Tilli, membro da Academia Brasileira de Artistas Florais (Abaf) e um dos pioneiros no ensino da arte floral no país.

Outra característica que lhe dá destaque é o seu tamanho: chega a ter 15 cm de diâmetro. Sua haste também é longa, o que faz dela uma flor de corte perfeita para arranjos e vasos caseiros.

Desenvolvida em laboratório pela empresa holandesa Deliflor, a anastasia é vendida em oito cores diferentes: branca, creme, amarela, pink, rosa, gold bronze, dark bronze e verde, “a queridinha dos floristas de todo o mundo”.

A informação é de Maurício João Mattar, engenheiro agrônomo da Ricaflor, empresa de Arthur Nogueira (interior de São Paulo), que importa as mudas de anastasia com exclusividade ao Brasil. “Nós realizamos a propagação das mudas e as vendemos para os produtores, que revendem para as floriculturas”, diz. “Como ela floresce durante o ano todo, não é difícil encontrá-la.”

Cuidados especiais

O artista floral Paulo Yoshida, membro da Abaf, recomenda que a água do vaso seja trocada diariamente. Com a mesma frequência, é necessário cortar 2 cm da haste, no sentido diagonal, para melhor absorção da água. “Também aconselho o uso de conservantes e a retirada de flores e folhas secas”, diz.

“Para que não desidrate, a anastasia não deve ficar exposta ao sol”, afirma Mattar. “Ela é muito resistente, pode durar até 20 dias se a manutenção for correta.”

Como combinar

Diferente do crisântemo – com quem pode ser facilmente confundida –, a anastasia não tem cheiro e não está associada a velórios. "É uma flor considerada nobre, destinada a arranjos finos”, afirma Mattar.

Por ser uma flor sem movimento – devido a sua haste ereta –, a anastasia deve ser combinada, preferencialmente, com variedades de formato arredondado, como margaridas, gérberas e rosas. Alfredo Tilli indica ainda espécies como lírio, cravo, gladíolo e boca-de-leão. “É sempre bom contrastar formas, cores ou texturas em um arranjo”, explica.




Serviço

Escola de Arte Floral Alfredo Tilli
Rua Campo de Pouso, 1.444 – Holambra (SP)
Tel: (19) 3567-1449

Paulo Ioshida
C 12 Bloco L/M Loja 01, Brasília (DF)
Tel: (61) 3561-4179

Ricaflor
Tel: (19) 3877-2267

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