Acompanhamos de perto a produção de um tapete semiartesanal e mostramos todas as etapas em detalhes para você

Quem invade a casa com os pés sujos e, sem dó, pisa com vontade no tapete felpudo da sala não tem ideia (nem dó) do trabalho que dá confeccionar a peça. Ainda hoje feito por artesãos em muitas etapas do processo, um único tapete pode levar até 20 dias para ficar pronto. Para ver como funciona, visitamos a fábrica de oito mil m² da Tapetes Santa Mônica, localizada em Osasco, São Paulo. Ali, as peças semiartesanais percorrem seis etapas – da costura e aplicação de estampas, até uma verdadeira “tosa” – para ganharem o layout desejado.

Confira o passo-a-passo realizado direto da fábrica:

O processo fabril é aberto com a escolha de uma tela de nylon – branca ou escura, dependendo da tonalidade das linhas do tapete – que irá servir de base para o trabalho de costura. O profissional desta etapa marca na tela o tamanho que o tapete terá, suas cores e desenhos, além de deixar uma sobra de material destinada à fase do acabamento.

Marcações feitas, é hora de preencher a tela com as diferentes linhas (todas 100% nylon). A fábrica não possui equipamentos ultramodernos , mas há costureiros habilidosos entre seus 160 funcionários. A etapa de costura tem início pela organização das linhas nas máquinas. Tudo é feito de acordo com as indicações presentes nas telas, em um processo que demora cerca de uma hora.

Leia também: 40 ideias para deixar a casa linda com objetos e materiais reciclados

O trabalho das costureiras envolve diversos tipos de acabamentos e, quando terminam (às vezes após uma semana), são as revisoras que entram em ação. Excessos de linha, costuras mal feitas e até fios grudados são fiscalizados nesta etapa. As atentas profissionais corrigem os erros manualmente e encaminham o tapete à área de desenho para que a tela (toda preenchida) seja recortada no formato do tapete que se deseja (retangular, quadrado ou redondo). Processo que começa com uma espécie de “tosa” dos fios que ficam fora da área de interesse e posterior corte da tela excedente.

Mais uma revisão – agora de tamanho e espessura – e o tecido é encaminhado para receber duas camadas de látex no verso. As aplicações têm cura de até duas horas (nos dias quentes) e garantem estabilidade ao produto. O látex usado é produzido na própria fábrica, em um laboratório também responsável por analisar a resistência de fios e o desbotamento das cores.

Após o látex o tapete enfrenta mais uma revisão, com o objetivo de nivelar os fios e, caso seja personalizado ou tenha relevos, será “esculpido” manualmente seguindo o desenho feito no verso. Os artesãos desta etapa fazem uma verdadeira “tosa”, debruçados sobre o tecido, formando desenhos exclusivos (ou não), em um trabalho que exige precisão e calma. Em geral, o metro quadrado dos personalizados custa mais caro, em média R$ 1.500, contra R$ 200 dos modelos tradicionais (lisos).

Reta final

O processo de acabamento representa a parte final da produção. As costureiras terminam de confeccionar a borda do tapete em bainha virada ou overloque. O primeiro caso – mais utilizado – é interessante pela estética, já que não mostra a costura lateral. Já o overloque, modelo tradicional, garante firmeza principalmente a modelos com espessura de 40 mm a 70 mm. Fim da costura, última revisão, fim do processo. O produto será agora aspirado, ensacado e guardado no estoque ou ainda encaminhado para as lojas.

Saiba mais:

Quanto custa uma reforma

Mostras de decoração pelo Brasil valorizam praticidade

Traga a beleza da camurça para as paredes de casa


Siga o iG Delas pelo Twitter e assine nossa newsletter para ficar por dentro das novidades.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.