Mr. Catra e a poligamia: “Minhas esposas é que deveriam arrumar mulher para mim”

O funkeiro conta ao iG como é o dia a dia da relação com quatro mulheres e duas “consortes”, futuras esposas, além dos 21 filhos - que em breve serão 23 -, com 14 mães diferentes

Priscila Bessa iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Mr. Catra: "As leis quem faz sou eu. Elas organizam o dia a dia". . Foto: Selmy YassudaDetalhe do grafite numa das paredes do estúdio do cantor, que fica ao lado de sua casa em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Foto: Selmy YassudaMr. Catra: "Os meninos entendem mais por ser da natureza deles. As meninas ficam mais arredias por causa da sociedade". . Foto: Selmy YassudaO músico afirma que vai pedir dupla cidadania em um país africano para conseguir se casar no papel com todas as esposas. Foto: Selmy YassudaDetalhe do crachá com o verdadeiro nome do funkeiro. Foto: Selmy YassudaMr. Catra diz que fará festa de casamento se conseguir legalizar a situação com as esposas: "Só para a família. Até porque só a família não é uma festa, é um evento". Foto: Selmy YassudaSilvinha, 3 anos, e Mariah, de 2, são só chamego com o funkeiro. Foto: Selmy YassudaO carinho do pai com Mariah, 2 anos, da relação que teve com Eloah. Foto: Selmy YassudaEle afirma que não tem problema se um filho se declarar gay: "Homossexual sim, veado nunca!" . Foto: Selmy YassudaMr. Catra é contra a censura apesar das letras de suas músicas terem teor sexual: "Em inglês pode. Moralismo é hipocrisia". Foto: Selmy YassudaConhecido pelo funk, Mr. Catra está gravando um CD de samba . Foto: Selmy YassudaMr. Catra será pai novamente: uma ex-mulher está grávida assim como uma de suas "consortes" que vive no Sul do país. Foto: Selmy YassudaDetalhe das joias em ouro maciço de Mr. Catra. Foto: Selmy YassudaMr. Catra: "Meus filhos são minha vida, minha família é linda, gigantesca". Foto: Selmy YassudaO carinho entre Catra e a primeira esposa, Silvia. Foto: Selmy YassudaMr. Catra e parte dos filhos: Samuel, 11 anos, no colo Silvinha, 3 anos, ao lado Ágatha, 9 anos, Thamires, 20 anos, no colo Mariah, 2 anos, e sentada Noemi, de 8. Foto: Selmy Yassuda

“Tem três semanas que meu pai não me dá dinheiro. Estou a cara da pobreza”, diz Júlia, 15 anos, com uma sonora gargalhada. O diálogo acontece entre a bela morena e uma amiga no portão do sítio onde vive o funkeiro Mr. Catra, 43 anos, uma de suas esposas, Silvia, e a maior parte de seus 21 filhos, em Curicica, Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Poucos minutos após a adolescente, filha de Catra, deixar o local, o funkeiro abre o portão e caminha até a varanda da casa. Silvinha, 3 anos, corre ao encontro do pai e ganha um caloroso abraço seguido de colo.

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Usando calça cargo, camiseta branca com o desenho de uma mulher seminua, boné, tênis e as tradicionais joias em ouro maciço – sua marca registrada – além de um pesado relógio também de ouro, Catra acaba de voltar do estúdio onde termina a gravação de seu novo CD. De samba. “Não estou saindo do funk. É uma homenagem a tudo aquilo que já escutei e não escuto mais. Então resolvi cantar. Tem inspiração em Candeia, João Nogueira, Simonal, Bebeto, Ben Jor. Uma rapaziada que fazia samba para dançar”, afirma ele, que conta com o conforto do estúdio construído numa propriedade vizinha à sua casa.

O cantor caminha até o local para uma sessão de fotos para o iG. Samuel, 11 anos, acompanha o pai agarrado em uma de suas pernas e exclama: “Pai, por que você não me dá uma moto nova? Aquela já está muito pequena para mim. A nova eu vi que custa R$ 2 mil”. “Papai vai te dar”, diz ele, com o mesmo tom grave que os fãs estão acostumados a ouvir e que embalam a dança dos funks do MC em festas de todo o Brasil. Durante as fotos, Silvinha tenta ganhar a atenção do pai com sorrisos e gracinhas. Paciente, Catra a pega no colo e explica que as fotos já estão terminando.

Questionado sobre como dar atenção para tantos filhos e mulheres, responde com tranquilidade. “Não é nada, não é muita gente não. É uma delícia, meus filhos são minha vida, minha família é linda, gigantesca. Tem que trabalhar. Se você ama seus filhos. Deus faz você prosperar. É plantação e colheita, entendeu? “, diz ele que, além de Silvia, também conta com mais três mulheres – Cinthya, Sara e Juliane – e duas “consortes”, amantes que serão promovidas a esposa.

Nesta entrevista, Catra fala como administra a relação com tantas mulheres – duas moram em São Paulo, uma vive em um apartamento em Jacarepaguá, Silvia mora no sítio, enquanto as “consortes” moram no Sul do país – e os 21 filhos, que em breve se tornarão 23, já que uma “consorte” e uma ex-mulher estão grávidas. “Catra rumo aos 30”, exclama, com um sorriso.

Selmy Yassuda
O carinho de Catra com a filha, Silvinha, de 3 anos

iG: De onde tira energia para dar atenção para tanta gente?
Mr. Catra: Não é muita gente não. É uma delícia, meus filhos são minha vida, minha família é linda, gigantesca. Tem que trabalhar. Se você ama seus filhos Deus prospera. É plantação e colheita, entendeu? E a colheita é conforme a plantação. Se você plantar legal vai colher legal.

iG: Por mais que você trabalhe, como banca quatro mulheres, duas consortes e mais 21 filhos?
Mr. Catra: E fora o resto da rapaziada. Sobrinhos, parceiros, uma galera. Trabalho todo dia. É show, o negócio é fazer show. Mas disco também dá um dinheirinho. No futuro vou fazer menos shows, mas tudo bem porque vários dos meus filhos já estão cantando. A Júlia e a Thamires já são modelos. Eles vão vivendo da arte. Estou ensinando eles a amarem a arte.

iG: Você já teve mulheres que foram expulsas do grupo.
Mr. Catra: Lógico. Não é questão de ser expulsa, é questão de não se adequar. Família é família. Se não pensar como família não dá para viver em família. A convivência estava complicada. A mulher inteligente edifica o lar. A soberba destrói.

iG: Mas você criou regras para todas viverem em harmonia?
Mr. Catra: Tem. É acreditar em Deus e harmonizar. Só isso. Ser o mais natural possível. Você sabe o que é certo e o que é errado? Todo mundo sabe. O que é certo pode, o que é errado não pode, entendeu?

iG: Mas as mulheres, as pessoas de uma forma geral, sentem ciúmes.
Mr. Catra: Ciúmes é coisa de mulher pobre. De espírito. Mulher que é decidida não tem por que sentir ciúmes. Minhas mulheres atualmente não têm. Foram aprendendo que se uma me ama e a outra me ama não tem motivo para ter ciúme.

iG: É aprender a dividir?
Mr. Catra: Não é aprender a dividir. Elas têm que aprender a se amar. Porque tem que amar a Deus, tem que me amar, tem que amar a família, as duas fazem parte da família. Se querem amar a minha família as duas têm que amar uma a outra.

iG: E como você ensinou isso para elas?
Mr. Catra: Ué, é lógica! Pensamento lógico, raciocínio lógico! É uma loucura quando a guerra vem de dentro de casa, da palavra "bastardo" e "amante". Aí já começa a guerra, a violência.

iG: Então você acha que colocá-las como mulheres e não como amantes ajuda a manter a harmonia?
Mr. Catra: Ajuda bastante porque é a realidade. Toda mulher é sagrada, então não tem isso que uma é melhor que a outra. Faz por merecer que eu faço valer a pena.

iG: Você pensa em ter mais mulheres na sua família?
Mr. Catra: Se for necessário sim.

iG: E elas concordam?
Mr. Catra: Ué, eu não quero saber se concordam ou não, eu faço o melhor para a minha família.

Selmy Yassuda
Catra e a primeira esposa, Silvia: juntos há 16 anos

iG: Se elas acharem que não é bom, devem sair da relação porque você não vai deixar de incluir outras pessoas?
Mr. Catra:Não é questão de outras pessoas, é tudo uma questão de merecimento. E é o seguinte, na realidade não era nem eu quem deveria arrumar uma mulher. Minhas esposas é que deveriam arrumar mulher para mim.

iG: Como assim?
Mr. Catra: Mas é lógico! Eu não tenho vários filhos? A outra mulher tinha que ser a melhor amiga da minha mulher. Estou certo ou errado?

iG: Você acha então que ela deveria levar uma grande amiga dela para essa relação?
Mr. Catra: Mas inimiga não pode trazer. Vai trazer inimiga? É engraçado, mas é real.

iG: E as suas esposas pensam assim também?
Mr. Catra: É difícil (interrompe ao ouvir o choro da filha, Mariah, 2 anos, e grita: “Que que é isso aí? Vocês ficam tomando sorvete na frente da sua irmã e não compram pra ela? Isso é mancada. Se tem para um tem que ter para todos”). É um pensamento que é difícil porque elas foram doutrinadas por uma orientação romana, em que a mulher pensa o que os outros querem que ela pense, sente o que querem que ela sinta, e não o que verdadeiramente sente.

iG: Você não acredita no catolicismo?
Mr. Catra: Eu não acredito. Meu Deus é justo. Ele vê um filho dele morrer naquele martírio e ele é justo? Como que Deus vai entregar seu próprio filho que não tem pecado para salvar uma... Que que é isso? Que realidade é essa? Não acredito em Jesus Cristo.

iG: Mas apesar de não ter religião você simpatiza com o judaísmo?
Mr. Catra: O judaísmo por Salomão, tá ligado? Que é um judaísmo meio hebreu, antes da divisão de Isaac e Ismael porque a violência começou ali. Teve o bagulho de Caim e Abel, só que as coisas melhoraram. Veio Abraão, que era o pai das Nações, então Isaac e Ismael deixaram que as mulheres separassem as famílias. E aí temos a guerra de judeus e árabes até hoje. Eram da mesma família.

iG: Curioso você citar Salomão, que também tinha várias mulheres.
Mr. Catra: Lógico, é a natureza, você não pode ir contra a natureza. Por isso as pessoas estão tão infelizes.

iG: É verdade que você tem as lésbicas como musas?
Mr. Catra: Sim, porque, enquanto as mulheres não botarem na cabeça que elas têm que se juntar, o mundo vai ser só violência. O filho de uma vai odiar o filho da outra porque as mães se odeiam. Isso dentro da mesma família. É horrível!

iG: E se você tivesse uma filha homossexual?
Mr. Catra: Não tem problema. Homem que se veste igual a mulher é homossexual. Mulher se veste de mulher porque já nasce "veado". Vocês vivem de veadagem, tomam banho juntas, molham o peitinho, pegam, acham bonito. Isso é coisa de homem? Se vocês forem tomar banho juntas é normal, se eu for tomar banho com um cara é veadagem.

iG: Mas as suas esposas se relacionam sexualmente entre si ou só com você?
Mr. Catra: Não. Só comigo.

Selmy Yassuda
Mr. Catra e parte dos filhos: Samuel, 11 anos, no colo Silvinha, 3 anos, ao lado Ágatha, 9 anos, Thamires, 20 anos, no colo Mariah, 2 anos, e sentada Noemi, de 8

iG: Suas mulheres não vivem todas sob o mesmo teto. Essa distância evita um desgaste na relação?
Mr. Catra: Mas isso é errado. Se desgasta comigo então. Eu sou o mais feio de todos e ninguém se desgasta comigo! Eu sou homem. Elas são todas iguais. Se tem que desgastar, desgasta comigo, que sou feião! Elas não. São todas bonitas!

iG: Mas não acredita que poderia ocorrer até um desgaste seu com elas?
Mr. Catra: Eu amo o que é meu. Se pudesse estaria todos os dias com as minhas mulheres e os meus filhos. Esse é meu sonho.

iG: E as suas mulheres podem ter outros homens?
Mr. Catra: Você já viu uma vaca com dois touros ou uma leoa com dois leões? Todo animal mamífero que vive em bando, a formação social é essa. Porque as mulheres podem se relacionar sexualmente com vários homens, mas amor você só terá de um. E o homem consegue amar várias mulheres com a mesma intensidade. Se não Deus não fazia o mundo assim. Deus é exato. Por que nasce mais mulher e morre mais homem? Vocês me expliquem a prostituição então se cada homem tem que ter uma mulher só. Tem muito mais mulher e muito menos homem. Tem alguma coisa errada então no planeta. Se homem e mulher são iguais, então por que existe a prostituição? É raciocínio lógico.

iG: Você foi criado numa sociedade tradicional como a maioria das pessoas. Quando passou a pensar assim?
Mr. Catra: Isso já gritava dentro de mim. Eu fazia as coisas por sensação, não por realidade. Eu achava que não tinha nexo. O cara quando chega na frente do padre ele mente! Ele mente que vai fazer um bagulho que não é a natureza dele. Ir num puteiro não é trair? É pior!

iG: Você acha que pode ter mais de uma mulher com todas sabendo o que acontece, mas se sair com alguma outra mulher sem elas saberem é uma traição?
Mr. Catra: Também não. Ué, eu sou homem, gente! Quem quer muito traz de casa. O ritmo é esse. Se não me servir o leão tem que caçar. A leoa caça e o leão vai lá e come. Se ela não caçar ele vai comer fora, porque de fome não vai morrer. Enquanto o harém não estiver formado um homem não está sossegado.

iG: Então você procura porque acha que está faltando algo em casa, mas e se as quatro estiverem a sua disposição?
Mr. Catra: Mas isso não é questão de estar à disposição. Na relação, o homem só faz os negócios. Quem movimenta tudo são as mulheres, quem manda são elas. Você só orienta os filhos, mas quem manda são elas, porque você não tem esses braços todos, não tem esses olhos todos. Mulher tem disposição.

iG: E se elas disserem que você não pode fazer alguma coisa?
Mr. Catra: As leis quem faz sou eu. Elas organizam o dia a dia. É lógico.

iG: Não se sente cobrado se alguém ligar querendo saber aonde você dormiu, por exemplo?
Mr. Catra: Mas pode ligar, não me incomodo que liguem. Falo que estou bem, que estou na casa de fulana, descansando. “Amanhã de manhã ou daqui a pouco estou aí, meu amor”.

iG: Se preocupa em saber se todas estão recebendo a mesma atenção?
Mr. Catra: Não tenho tempo para dar atenção para ninguém porque eu trabalho. O tempo que me sobra, que é da família, é o tempo delas. Eu sinto saudade de todas elas, amo as minhas mulheres. Elas são compreensivas. E isso que é bom. A liberdade é a melhor coisa, porque aí você vê quem é quem. Deixa à vontade. Se não gostar vai fazer o quê? Meu ritmo é esse. Eu vou obrigar as pessoas a ficarem comigo? Não tem nexo.

iG: Você não pensa em fechar a fábrica?
Mr. Catra: Fechar nada, já tem duas de barriga, Mr. Catra rumo aos 30 (risos). Uma "consorte" que eu tenho e que já já será minha mulher também, mora no Sul. É a nova. A outra "consorte" é a guerreira, são tipo irmãs. São muito amigas. "Consorte" é quem está chegando a quase esposa. A outra que está grávida é minha ex-mulher, um acidente de percurso. Deixou de ser esposa antes de engravidar. Mas não foi acidente, na verdade, porque se a gente não quisesse não tinha.

iG: A Silvia é a que aparece mais com você em público.
Mr. Catra: É a mais antiga e a que entende mais a doutrina, que vive mais perto da doutrina. (Olha para Mariah, que neste momento está em seu colo). Como é que eu não vou ter mais filhos? Pelo amor de Deus, isso não tem preço, não tem carro importado, avião a jato, isso aqui é tudo. Olha o amor puro e verdadeiro, tá ligado?

iG: Seus filhos nunca questionaram essa formação familiar?
Mr. Catra: Meus filhos não, minhas filhas ficam meio... Os meninos entendem mais por ser da natureza deles. As meninas ficam mais arredias por causa da sociedade. Elas falam o que toda mulher romana fala. Ciúmes, pobreza espiritual.

iG: É casado no papel com alguma de suas esposas?
Mr. Catra: Não, porque não pode, então estou esperando para legalizar junto ao governo da Etiópia, onde é permitida a poligamia.

iG: Você tem ascendência etíope?
Mr. Catra: Eu sou negro. Qualquer país da África é obrigado a me receber. Não preciso da documentação de ninguém. Eu sou preto! É só olhar para a minha cara que já está vindo a documentação. Se sou afrodescendente é porque descendi de alguém lá da África.

iG: Se conseguir uma dupla cidadania e puder casar com todas as suas esposas, vai fazer festa de casamento?
Mr. Catra: Vou. Só para a família. Até porque só a família não é uma festa, é um evento (risos).

Selmy Yassuda
Mr. Catra: "Os meninos entendem mais por ser da natureza deles. As meninas ficam mais arredias por causa da sociedade".

iG: Se casaria de modo tradicional, de terno, e elas de noiva?
Mr. Catra: Não, nada de terno. Casaria normal, com uma roupa legal, maneira, mas não precisa de terno. Não estou morrendo, não estou diante de juiz. Fala em terno já penso logo em juiz, delegado, advogado. Usava terno porque trabalhei na bolsa de valores. Já trabalhei em vários lugares. Na Embratel, na Nestlè.

iG: Acha que é impossível um homem ser feliz com uma única pessoa?
Mr. Catra: Acho que é possível porque o homem pode ser maluco ou veado. É possível.

iG: Suas músicas têm uma linguagem muito sexual, até explícita. Seus filhos te perguntam o que quer dizer?
Mr. Catra: Meus filhos não escutam porque cada um tem sua cultura musical. Aqui em casa cada um escuta um lance. Todo mundo curte funk que é uma cultura da gente. Mas o que se passa na letra do funk passa na televisão então você não precisa explicar. A internet já faz esse favor para mim. Falo sobre sexo quando eles começam a fazer sexo. Antes até procuro não entrar nesse assunto para não dar ideia. Quando vejo que está na hora eu tenho um papo mais de homem, digo que homem tem que ser homem e acabou.

iG: Você não aceitaria ter um filho homem gay?
Mr. Catra: Como não? Homossexual sim, veado nunca! O veado é aquele cara que é incubado, que constrói família, tudo direitinho, faz aquele papel, e sai com um travesti para fingir que está transando com uma mulher. Aí tem raiva de mulher, esculacha os filhos, bate na mulher. Agora homossexual respeita heterossexual, não gosta de heterossexual, gosta de homossexual. São duas espécies diferentes. Homossexual é um lance que chega a ser sagrado entre os homens. Porque é um homem que gosta da mulher, veste a mulher, pinta a mulher, deixa ela toda bonita --  pra gente destruir tudo -- e não gosta de pegar na mulher. Chega a ser um cara até maneiro. Não quer saber da mulher. Nem gosta. Aí eu gosto (risos).

iG: Você está lançando um CD de samba. Tem letra sensual como no funk?
Mr. Catra: Tem uma que acho que vou botar no disco, que foi a música que eu gravei com a Valesca Popozuda. É o “Mama”. Vai ser na versão “Ama”.

iG: Essa música tem uma letra com linguajar sexual bastante explícito. Acha que suas músicas poderiam tocar o dia todo no rádio?
Mr. Catra: Em inglês pode. Moralismo é hipocrisia. Eu acharia legal tocar o dia todo, mas em português não, só a partir das 22h. Das 22 às 5h. Na verdade até às 4h30 porque as crianças estão acordando.

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