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Equilíbrio emocional, cuidados médicos e uma boa alimentação fazem a diferença durante a gravidez

Mãe grávida com mãos na barriga
Unsplash
Para se ter uma gravidez saudável, é preciso planejamento

Para não ter problemas durante a gestação, é preciso planejar bem a gravidez . Pensar em ter um filho não envolve apenas o momento em que se deseja ser mãe, já que muitos imprevistos podem acontecer no caminho.

Então, para garantir a saúde da gestante e do bebê, comece a fazer um acompanhamento médico pelo menos três meses antes de engravidar. Confira alguns cuidados essenciais que as futuras mamães devem tomar:


Vacinas

Ir ao ginecologista uma vez por ano e fazer o exame papanicolau  é um cuidado que grande parte das mulheres observa. Mas tomar vacinas (principalmente contra rubeola e hepatite B) muito antes da gravidez é uma dica para evitar complicações durante a gestação.

Exames

O acompanhamento pré-natal  é indispensavel para evitar complicações com a mulher e o bebê. De acordo com Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein , a probabilidade de uma crianca nascer prematura sem o pré-natal é de 40% contra 5% quando as consultas são feitas.

Há outros exames de rotina importantes que devem ser feitos a cada trimestre de gestação, como: ultrassom, análise de sangue e curva glicêmica, observa o médico.

Quilinhos a mais

Elas nunca devem desencanar da balança. Mesmo antes de engravidar, é bom ter um peso adequado para não gerar complicações pós-parto. As mulheres com excesso de gordura corporal devem ser encorajadas a emagrecer e as abaixo do peso também precisam aumentar sua massa seguindo uma dieta saudável e consciente, aconselha Zlotnik.

Claro que a barriguinha vai crescendo e os ponteiros da balanca avançando, mas fique atenta: o ideal é engordar de 9 a 15 kg , em média, durante toda a gravidez. Depois que o bebê nasce fica mais dificil perder os quilos extras e a mãe também pode correr riscos de desenvolver problemas como o aumento da pressão sanguínea e sofrer de infecçõo pós-parto, alerta o médico.

Alimentação e suplementos alimentares

Não existem restrições alimentares para gestantes. Mas elas devem consumir mais proteínas, ferro e cálcio do que gordura, como em toda dieta balanceada. O ácido folico (vitamina B9) também é indispensável, mesmo antes da gestação. Se a gestante já estiver consumindo meses antes de engravidar, diminuirá as chances de o feto ter problemas neurológicos, afirma o obstetra.

Ja os suplementos vitamínicos adotados por muitas grávidas não são tão essenciais, segundo o Dr. Zlotnik. Quem tem uma dieta balanceada, dificilmente precisa deles. O ferro, o cálcio e o ácido fólico são as substâncias que mais fazem falta para as grávidas, mas geralmente ja estão presentes em alimentos como: verduras verdes escura, cereais, leguminosas, ovo, carne vermelha, fígado e derivados do leite, diz ele.

Não faltando os nutrientes essenciais, a gestação com certeza será mais tranquila. Mas nunca deixe de se informar melhor com um médico, adverte.

Atividade fisica

Quem já pratica algum tipo de atividade fisica, não deve parar por conta da gravidez. A não ser, é claro, que se trate de alguma atividade de alto impacto ou de competições. Os esportes aquáticos geralmente são mais recomendados, assim como a ioga. Alem de ajudar a circulação sanguínea e a respiração, esses exercícios fazem bem para o estado emocional.

Cigarro, alcool e cafeína

Cigarro, nem pensar! Ja o álcool é uma questão controversa, mas quanto mais for evitado, melhor. Embora um cálice de vinho ou dois chopes ocasionais não sejam considerados um abuso, não existe uma quantidade considerada segura.

É bom maneirar também com no café (no máximo, duas xícaras por dia), pois o excesso pode interferir no crescimento do feto e aumentar a possibilidade de aborto.

Amamentação

Mesmo depois do parto, as mães ainda precisam manter alguns cuidados, já que tudo o que elas consomem passa para o bebê durante a amamentação. Tome bastante água, cuide da alimentação e lembre-se: é ideal que a criança receba amamentação exclusiva até pelo menos o sexto mês de vida, aconselha o médico.


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