Bruna Surfistinha está grávida de gêmeas, Maria e Elis
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Bruna Surfistinha está grávida de gêmeas, Maria e Elis

Raquel Pacheco, que ficou conhecida nacionalmente como Bruna Surfistinha, está grávida de gêmeas . A ex-garota de programa espera as meninas que vão se chamar Elis e Maria e devem nascer em setembro deste ano. Em entrevista à revista Veja, ela contou que não pretende esconder o passado das filhas, pelo contrário, planeja ensiná-las a respeitar a diversidade e todas as pessoas.

A escritora fala que tem receio do preconceito que as filhas possam sofrer por ela ter se prostituído no passado. "O meu único medo é da nossa sociedade machista e do que elas possam ouvir por serem filhas da Bruna Surfistinha sem conseguirem se defender. Quero que elas tenham a consciência de não se permitirem a se machucar e não terem de pagar um preço. Elas vão crescer sabendo que fui garota de programa. A ideia é que ambas me questionem e entendam ter sido apenas uma fase que durou pouco", diz.

Antes mesmo das meninas nascerem, elas já estão sendo alvo de ataques. Raquel conta que fez uma piada no Twitter dizendo que o único desejo de grávida dela era "fora Bolsonaro" e passou a ser atacada por apoiadores do presidente.

"Até hoje sou alvo dos bolsonaristas. Não tive a intenção de polemizar. Recebi mensagens do tipo: 'suas filhas não merecem nascer', 'você terá de abortar' e 'as suas filhas terão vergonha de você'. Xingaram as minhas filhas de vadias. Para mim, a prostituição é muito bem resolvida. Comecei em 2002 e parei em 2005. Está no meu passado distante. Mas existem pessoas que não têm noção que eu, Raquel Pacheco, deixei de ser garota de programa e acabam usando isso como ataques para ofender. Me chamar de put* não ofende. O que incomoda é quando se referem às minhas filhas que nem nasceram ainda. São mensagens, em boa parte, vindas de mulheres. Muitas delas são mães e se sentem no direito de julgar", diz.

Raquel também fala que quer ter uma relação com as filhas completamente diferente da que teve com a mãe. A ex-garota de programa conta que não criou laços fortes com a mãe durante a infância e fala que a situação só piorou durante a adolescência dela.

"Senti falta de ter uma mãe. Na minha adolescência, nunca nos divertimos juntas e a relação piorou quando eu tinha 15 anos. Nunca recebi os 'parabéns' quando tirava boas notas na escola. Achei uma maneira de chamar a atenção deles fazendo coisas erradas. Não quero ser assim com as minhas filhas. Quero ser a melhor amiga delas", conclui Bruna Surfistinha.

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