Em Gangseo, na Coreia do Sul, um erro médico custou a vida de um bebê e o futuro de uma família. Por erro na conferência de documentos, uma grávida de seis semanas teve um aborto involuntário.

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grávida
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mulher estava de seis semanas e sofreu aborto por negligência médica

O caso aconteceu no dia 07 de agosto quando a paciente deu entrada na clínica para receber suplementos nutricionais. A enfermeira que a atendeu não conferiu seus dados e aplicou anestesia para a realização do aborto .

De acordo com informações do Daily Mail , após ser sedada o procedimento cirúrgico foi realizado. A mulher só descobriu que tinha sofrido o aborto no dia seguinte quando acordo com um grande sangramento e precisou retornar à clínica. Ela tinha descoberto a gravidez no dia da operação.

Desde o dia 23 de setembro a polícia local apura o caso. O médico e a enfermeira envolvidos estão sendo investigados por suspeita de negligência profissional resultando em ferimentos.

O aborto é ilegal na Coreia do Sul até o dia 31 de dezembro de 2020, quando as leis nacionais devem mudar. No mês de abril, o Tribunal Constitucional decidiu, por 7 votos a 2, que a proibição ao aborto é inconstitucional. Mais de 50 mil casos foram registrados no país só em 2018.

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As mulheres que são pegas após o procedimento podem levar multas e serem presas, já os médicos(as) que realizam aborto podem ser presos – em exceção das operações em gestantes vítimas de estupro, incesto ou casos que coloquem a vida da mãe em risco.

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