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Médicos orientam que o pronto-socorro é indicado para emergências e situações de risco, caso contrário, deve-se ligar para o pediatra do bebê

É sempre uma surpresa quando se tem um bebê com febre, cólica ou qualquer outro sintoma pela primeira vez na criança, principalmente para os pais de primeira viagem. Muitos ficam na dúvida entre ligar para o pediatra, levar ao hospital ou simplesmente dar um remédio para amenizar os sintomas.

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bebê com febre
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Um bebê com febre é motivo de levar ao pronto-socorro? Segundo médicos, se o sintoma persistir por mais de 24h, sim

Apesar da preocupação dos pais, nem sempre um bebê com febre , por exemplo, indica a necessidade de uma visita ao hospital. De acordo com Felipe Lora, gerente do pronto-socorro do Sabará Hospital Infantil, é importante lembrar que o pronto-socorro (PS) é voltado para emergências e situações de risco.

“Se você puder entrar em contato com o consultório do pediatra antes de ir ao PS, faça isso”, orienta. Afinal, o médico que acompanha o bebê já conhece a criança e poderá orientar da melhor forma. Se não conseguir contato e não tiver certeza se o caso do seu filho é uma emergência, o PS apresenta-se como a opção mais segura.

Felipe Lora reforça que a ida ao hospital deve ser apenas em casos emergenciais, já que o local pode expor a criança a vírus e bactérias e isso não deve ser feito desnecessariamente.

O médico ainda comenta que não há problema em dar a criança medicamentos que ela já esteja acostumada ou que já foram prescritos em outras ocasiões para sintomas simples como febre, dor e até vômitos (sempre seguindo orientação médica) antes de ir para o pronto-socorro.

“O remédio fará uma grande diferença e, muitas vezes, torna o processo de exame muito mais fácil. Lembre-se de tomar nota do nome do remédio, dosagem e horário que você o deu, pois será uma das primeiras perguntas que você responderá no pronto-socorro ”, fala.

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Quando levar o bebê ao hospital?

Médica medindo febre do bebê
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Engasgo, tontura e dificuldade para respirar são alguns dos sintomas que podem indicar a necessidade de ir ao hospital

De acordo com a Ana Carla Peron Zuccoli, pediatra do hospital e maternidade Santa Helena, a indicação clínica no caso de febre é levar a criança ao hospital quando o sintoma persistir por mais de 24 horas.

Felipe Lora completa dizendo que a febre é mais preocupante em bebês menores de três meses ou se acompanhada de palidez, apatia ou um tom arroxeado na pele.

A pediatra ainda orienta que em casos de desconforto respiratório acompanhado por cansaço os pais devem levar o bebê ao hospital. “Também quando o bebê está mais quieto que o habitual [quadro conhecido como hipoatividade] ou extremamente irritado, o que pode ser em decorrência da dificuldade para respirar”, explica a médica Ana Carla.

O médico Felipe Lora também lista mais alguns sinais que servem de alerta para os pais entenderem a real necessidade de uma visita ao pronto-socorro. São eles:

  • Dificuldade para respirar ou falta de ar
  • Concussão (se a criança bateu a cabeça)
  • Engasgo
  • Perda de consciência
  • Dores agudas ou intensas
  • Fratura
  • Trauma
  • Crises convulsivas
  • Dor ou pressão no peito ou no abdome
  • Tontura
  • Confusão mental e sonolência
  • Reações alérgicas com placas vermelhas ou falta de ar
  • Vômitos intensos ou persistentes
  • Dificuldade de manter a criança hidratada (recusa a receber líquidos, diminuição da quantidade de xixi)

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Se o bebê apresentar algum desses sintomas, não hesite em procurar um hospital se não conseguiu orientações com o pediatra da criança. Além disso, evite dar medicamentos sem consultar um médico - exceto quando seu filho já está habituado ao remédio. Ao invés de ajudar, pode piorar a situação do seu filho.

Por fim, se você tiver um bebê com febre ou qualquer outro sintoma e for levá-lo ao hospital, o médico orienta a evitar levar outras crianças com você. “Dessa forma, é possível concentrar-se nas necessidades do filho doente e os outros não precisarão suportar o tempo de espera, além de não ficarem expostos a doenças desnecessariamente”, diz.