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Estudo aponta que 70% das mortes acidentes de bebês são causadas por travesseiro e cobertor; a pesquisa também alerta para a cama compartilhada

Uma pesquisa recente da Universidade da Virginia, Estados Unidos, alerta para pontos importantes na hora de garantir a segurança do bebê. Os pesquisadores apontam que o sufocamento acidental é uma das principais causas de morte de bebês.

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Bebê dormindo
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Segundo o estudo norte-americano, o sufocamento acidental é uma das principais causas de morte de bebês

A pesquisa analisou os dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças Americanos, entre 2011 a 2014, e identificou que 70% das mortes por sufocamento acidental envolviam cobertores, travesseiros ou qualquer outro objeto macio que bloqueavam as vias respiratórias do bebê.

Outro dado importante é que metade das mortes aconteceu em uma cama de adulto. Além disso, quase 20% das crianças sufocaram quando alguém, acidentalmente, se moveu contra ou em cima dela na cama. Além disso, 12% morreram quando seus rostos ficaram presos contra uma parede o colchão.

De acordo com Fern Hauck, um dos pesquisadores e professor de Medicina da Família e de Ciências da Saúde Pública da Universidade da Virginia, as causas diferem conforme a idade do bebê. “Em relação aos bebês mais novos, as mortes provavelmente são causadas por travesseiros. Já os mais velhos, é mais provável que seja devido a cobertores”, diz ao site “NBC 29”.

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Os pesquisadores também chamam a atenção para a prática da cama compartilhada . Para muitos pais, essa é uma forma de facilitar o cuidado de recém-nascidos, principalmente na hora de amamentar. No entanto, o número de sufocamentos acidentais causados por pais que dividem a mesma cama com bebês é alto.

Para Rachel Moon, professora de pediatria da Universidade da Virginia, os resultados não são surpreendentes. “Todos os dias eu converso com pais que perderam bebês. Eles acreditam estar fazendo a coisa certa, pois parece seguro, até que perdem o filho”, conta.

Como evitar sufocamento acidental?

Bebe no berço
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90% dos casos de sufocamento acidental poderiam ser evitados com medidas protetivas simples

O estudo norte-americano afirma que 90% dos casos podem ser evitados com medidas protetivas simples. Os pais devem retirar todos os objetos macios de dentro do berço, como almofadas, protetor de berço e ursinho de pelúcia, ou seja, qualquer objeto que possa sufocar o bebê.

Além disso, bebês com menos de oito meses de vida não conseguem se afastar de um travesseiro ou de um adulto adormecido com facilidade. Por isso, é importante deixar que eles durmam em colchoes firmes em seus próprios berços. Por fim, um lençol de elástico bem preso ao colchão é a única roupa de cama recomendada.

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No caso da prática da cama compartilhada, algumas medidas também podem ser adotadas para evitar o sufocamento acidental. Os pais devem manter o espaço ao redor do bebê livre de travesseiros e cobertas, além de nunca deixá-lo sozinho na cama e se certificar que ele não pode cair ou ficar preso entre o colchão e a parede.