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Mãe defende que amamentação prolongada reforça o vínculo entre mãe e filha, além de proporcionar benefícios ao sistema imunológico da criança

A norte-americana Sharon Spink, 50 anos, é protagonista de um surpreendente caso de amamentação prolongada: ela conseguiu amamentar sua filha Charlotte por nove anos e nove meses. No entanto, essa jornada não foi fácil. Ao site “Practical Parenting”, ela conta que foi muito criticada ao longo desses anos por ainda amamentar a filha.

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Em caso de amamentação prolongada, norte-americana amamenta a filha até os nove anos e nove meses de idade
Reprodução/Facebook
Em caso de amamentação prolongada, norte-americana amamenta a filha até os nove anos e nove meses de idade

Sharon conta já havia tentado a amamentação prolongada com seus outros três filhos, mas não deu certo. "Amamentei meus dois primeiros filhos por algumas semanas e a Isabel por cerca de seis meses, mas tive problemas e senti falta de apoio. Quando Isabel tinha quatro meses, ela emagreceu e eu tive que suplementar com fórmula. Por isso, eu estava determinada a amamentar Charlotte até quando ela quisesse”, diz. E isso durou quase 10 anos. 

“É bom para a criança controlar quando ela quer desmamar, em vez de forçar o problema. Ela naturalmente se desmamou no início deste ano. Foi um processo gradual e a escolha foi dela. Charlotte ainda mamava uma vez por mês ou quando não se sentia bem. Agora ela não faz mais isso", fala a mãe.

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Detalhes da amamentação prolongada

Mãe defende que a amamentação prolongada estreitou os laços com a filha e proporcionou uma série de benefícios à saúde
Reprodução/Facebook
Mãe defende que a amamentação prolongada estreitou os laços com a filha e proporcionou uma série de benefícios à saúde

O objetivo inicial de Sharon era ultrapassar a marca de dois anos, recomendada pela Organização Mundial da Saúde, sendo os seis primeiros meses de aleitamento exclusivo e até os dois anos ou mais de forma complementar. No entanto, Charlotte foi longe.

“Quando ela tinha quatro anos e já dormia a noite toda no quarto dela, eu nem percebia quando vinha mamar na minha cama. Eu acordava e sempre perguntava se ela tinha mamado e a resposta era sim", relata a mãe.

Aos cinco anos de idade, Charlotte mamava cerca de três vezes por dia. Essa frequência foi diminuindo gradualmente até ficar apenas uma vez por mês. A mãe ainda fala que a partir dessa idade, parou de amamentar a filha em locais públicos e a orientou a não falar sobre isso com as pessoas por conta dos comentários negativos que recebia. De acordo com Sharon, as poucas pessoas que a apoiavam eram mães engajadas na causa da amamentação.

Apesar das críticas, ela não hesitou em continuar amamentando a filha. "O desmame natural e progressivo foi o que idealizei para nós. Eu espero, quando ela for mais velha, que se lembre de todo sentimento de conforto e segurança. O peito era uma segurança para Charlotte. As crianças acham muito conforto no seio, e quanto mais elas envelhecem, mais precisam deste conforto muito mais do que nutrição."

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Além do vínculo afetivo que a amamentação proporcionou, Sharon reconhece os benefícios para o sistema imunológico da filha.  "Charlotte é muito saudável e raramente fica doente devido aos benefícios do meu leite. Ela não teve nenhuma infecção no ouvido, tosse ou resfriado por um longo tempo.”

Sharon finaliza dizendo que a amamentação prolongada é muito mais comum do que se imagina e encoraja as outras mães a fazerem o mesmo. “Eu só quero dizer para as mães que estão se perguntando 'devo ou não devo?' que isso é normal e faz bem para as crianças. Sinto que meu corpo fez o que deveria ser feito. Temos que apoiar as mães sobre suas escolhas.”