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Garoto fez de tudo para "aguentar" o câncer e sobreviver até o nascimento da sua irmã. "Tudo o que o preocupava era conhecer sua irmãzinha", diz o pai

Quando Rachel Cooper engravidou, seu filho, Bailey, de 9 anos recebeu a notícia de que seu câncer – diagnosticado em 2016 – havia voltado. Poucos meses depois, em agosto de 2017, o estado do menino foi considerado terminal pelos médicos.

Diagnosticado com câncer aos 9 anos, Bailey Cooper tinha mais dois irmãos, um de 7 anos e outra recém-nascida
Arquivo pessoal
Diagnosticado com câncer aos 9 anos, Bailey Cooper tinha mais dois irmãos, um de 7 anos e outra recém-nascida

“Ele não iria sobreviver ao câncer , nos disseram que ele tinha dias ou semanas. Fomos muito honestos. Ele foi absorvendo a notícia, mas pensava ‘eu não vou conhecer minha irmã’. Tudo o que o preocupava era conhecer sua irmãzinha”, conta o pai Lee Cooper à revista “People” .

Ele “aguentou” o câncer para conhecer a irmã

Bailey Cooper lutou contra o câncer e a baixa expectativa de vida para poder conhecer sua pequena irmã Millie
Arquivo pessoal
Bailey Cooper lutou contra o câncer e a baixa expectativa de vida para poder conhecer sua pequena irmã Millie

Mesmo com a expectativa de vida baixa, Bailey sempre comentava quando faria o possível para ver o nascimento da irmã, a pequena Millie. Apesar de ser quase impossível, ele conseguiu.

“Ele foi incrível. Determinado a estar por perto de Rachel, sempre a abraçando, tentando ouvir o bebê na barriga dela. Ele cantava para a irmã, ansioso para conhecê-la. Ele lia histórias para ela com sua cabeça na barriga da mãe, para que a bebê se familiarizasse com a sua voz. Basicamente, ele conseguiu ‘aguentar’”, diz o pai.

“Como ele fez isso, não sabemos. Ele veio ao hospital e se sentou, ele já estava ficando bastante frágil, mas tínhamos que passar a Millie para ele. Ele sentava na cadeira com ela nos braços e não a deixava sair”, relembra Lee.

O pai conta que apesar dessa relação de irmãos ser incrível, foi muito difícil presenciá-la. “Ele estava completamente encantado por ela. O pouco tempo que teve ao seu lado ele passou a abraçando o dia inteiro. Ele a alimentava, trocava sua fralda, cantava para ela até que não conseguisse mais fisicamente”, fala.

Bailey morreu quase um mês após o nascimento da irmã , no dia 24 de dezembro de 2017. Hoje, pouco mais de um ano depois, Lee acredita que Millie tem ajudado a família a lidar com as saudades que sentem do filho. Além disso, ele garante que vai fazer o que puder para que a filha saiba que teve um irmão mais velho.

“Nós falamos de Bailey para ela todos os dias. Toda vez que mencionamos o nome dele, ela aponta para as fotos espalhadas pela casa. Ela já sabe quem ele é. O rosto dela se ilumina toda vez que vê uma foto dele. Nós mostramos vídeos a ela, não existe a possibilidade dela não saber quem ele é”, finaliza o pai sobre a vida após a perda do filho para o câncer .

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