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Caso veio à tona após pai da criança, de 13 anos, divulgá-lo nas redes sociais

Um professor de uma escola primária no sudeste da China foi suspenso depois de ser acusado de discriminar um aluno com um tipo de  câncer raro e não transmissível. Xiaozhou, de 13 anos de idade, diagnosticado com linfoma não Hodgkin, foi obrigado a sentar-se separado de seus colegas, além de não ser autorizado a fazer as provas escolares.

Menino com  um tipo raro de câncer foi afastado de outras crianças, pois professor achou que ele poderia ser
Reprodução/Strait News
Menino com um tipo raro de câncer foi afastado de outras crianças, pois professor achou que ele poderia ser "contagioso"

De acordo com o site “Strait News”, o pai do menino, Zhou Xiongying, trouxe o caso à tona pelas mídias sociais depois que seu filho explicou por que ele não recebeu nota para uma de suas avaliações. O menino disse que o profissional o proibiu de ficar perto dos outros estudantes por achar que “ele era contagioso.”

“Você pode imaginar o que estava passando pela mente do meu filho durante o exame de 45 minutos? Ele é forçado a sentar lá sozinho. Quão triste ele deve ter ficado?”, questionou Xiongying na web. Ele ainda acrescentou que só não soube o que estava acontecendo antes, pois o filho não queria que sua família ficasse preocupada.

A criança havia sido transferida de escola para que pudesse ficar mais perto do trabalho dos pais.

Após as autoridades responsáveis serem notificadas, o professor da Escola Primária de Liancheng, que também ocupava o cargo de vice-diretor, foi dispensando e suspenso de suas atividades. O comunicado com a decisão ganhou espaço em diversos veículos internacionais.

Felizmente, após a demissão do profissional, o aluno pode voltar a sentar perto de seus colegas e seguir com as aulas e provas normalmente.

Após o professor ser demitido, o menino conseguiu voltar a sentar perto de seus colegas e realizar as atividades normalmente
Reprodução/Wechat
Após o professor ser demitido, o menino conseguiu voltar a sentar perto de seus colegas e realizar as atividades normalmente

Nas redes sociais, usuários repreenderam as ações do educador e se mostraram solidários com o menino . "Além de sem noção, o professor não tem nenhum grau de empatia. Ele não está apto para trabalhar nessa função”, disse um. “Pobre menino. Depois de passar pelas dificuldades do câncer e da quimioterapia, ainda acabou sendo discriminado. Ele deve ter ficado muito triste ”, comentou outro.

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