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Especialistas chamam a atenção para o aumento de cesarianas no mundo e apontam alternativas de como garantir um parto mais saudável e seguro

Na última semana, a OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou uma nova recomendação para reduzir o número desnecessário de cesárea no mundo. De acordo com o estudo divulgado no periódico científico “The Lancet”, o volume de  cesarianas atingiu ‘proporções alarmantes’ em alguns países.

Especialistas chamam a atenção para número desnecessário de cesárea e OMS emite documento com recomendações
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Especialistas chamam a atenção para número desnecessário de cesárea e OMS emite documento com recomendações

A análise sobre a ocorrência de cesárea em 169 países aponta que o procedimento cresceu de 16 milhões de nascimento no ano 2000 para 29,7 milhões em 2015. O país com maior taxa de cirurgias é a República Dominicana, com 58,1%. E o Brasil não fica muito atrás, com 55,5% de cesarianas em relação ao número total de partos. Segundo a OMS, a taxa ideal de um país deve oscilar entre 10% e 15%. 

De acordo com a OMS, são diversas as causas do aumento, que variam conforme a localidade, mas, no geral, os números podem ser explicados pelas mudanças nas características da população.

Analisando com cuidado, esse aumento é preocupante, já pode afetar de forma significativa – tanto no curto quanto no longo prazo – a vida da mãe e do bebê, principalmente quando falamos de cesarianas realizadas sem necessidade. Apesar dos dados, o procedimento não deve ser condenado. É reconhecido que, quando realizado por razões médicas, pode salvar a vida da mãe e do bebê.

Orientações para redução do número de parto cesárea

A principal recomendação da OMS para redução do número de cesárea está no trabalho educacional de mulheres e famílias
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A principal recomendação da OMS para redução do número de cesárea está no trabalho educacional de mulheres e famílias

Entre as principais recomendações da OMS para mudar esse cenário estão o trabalho educacional para mulheres e famílias, com o objetivo de aumentar o diálogo para que a escolha do tipo de parto seja feita da forma mais consciente possível. Nesse caso, recomenda-se que sejam feitas oficinas de treinamento para mães e casais e atividades que trabalhem o medo de  dor ou ansiedade. Afinal, esse é um dos principais motivadores da escolha da cesariana.

“Muitas mulheres preferem se submeter à cesariana por presumirem que o procedimento é mais indolor e menos sofrível”, comenta. No entanto, apesar da anestesia impedir a dor, ela está sujeita às dores do pós-parto e possíveis complicações na recuperação, afirma o ginecologista e obstetra Alberto Guimarães

Para o especialista em saúde da mulher e parto humanizado , é preciso mudar esse quadro brasileiro e, segundo Guimarães, a saída está na humanização do parto . Isso significa adotar uma série de práticas e procedimentos que buscam olhar para o processo de parto sob uma ótica menos medicalizada e hospitalar, o que nem sempre acontece na cesárea .

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