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Com refrigeração, incubadora impediu a deterioração do corpo do bebê, permitindo que sua mãe ficasse com ela por alguns dias antes do enterro

Para ajudar pessoas a lidarem com a morte de entes queridos, existem hospitais e outros estabelecimentos que preservam o corpo do morto para que a família possa passar algum tempo a mais junto e tenha a chance de se despedir. No caso de Amy Harford, do Reino Unido, cuja filha recém-nascida morreu apenas 13 horas depois do parto, isso foi possível.

Graças à encubadora, Amy pode interagir com sua filha recém-nascida por mais alguns dias mesmo após sua morte
Reprodução
Graças à encubadora, Amy pode interagir com sua filha recém-nascida por mais alguns dias mesmo após sua morte


A mãe de apenas 19 anos pode passar dois dias com sua filha recém-nascida , Mia, graças a uma incubadora especial presente no hospital onde deu à luz que conta com um sistema de refrigeração que impede a deterioração do corpo do bebê. Isso também permitia que Amy interagisse com a pequena, pegando-a no colo, trocando sua roupa, entre outras atividades.

“Eu não passei os dias no hospital, porque achei muito difícil, mas  fui vê-la todas as manhãs por dois dias e, depois, visitei-a na casa funerária. Só o que eu queria fazer era segurá-la pelo máximo de tempo que podia. Pude limpá-la com paninhos e colocar uma roupinha nela. Coloquei uma roupa rosa de bailarina que ganhei no meu chá de bebê de uma tia - planejávamos trazê-la para casa com essa roupa”, contou Amy ao tabloide “Daily Mail”.

Apesar de tão jovem, ela disse ter ficado bastante animada ao descobrir a gravidez e mal podia esperar para estar com a filha. “O trabalho de parto foi muito bom, eu gostei muito. A Mia tinha um batimento cardíaco forte e estava com um bom peso - do nada as coisas começaram a dar errado”, relembra.

Morte inesperada de filha recém-nascida

Recém-nascida morreu por infecção por estreptococo b. Mãe quer conscientizar outras famílias sobre a doença
Reprodução
Recém-nascida morreu por infecção por estreptococo b. Mãe quer conscientizar outras famílias sobre a doença


A gestação de Amy foi tranquila, assim como seu parto e, quando Mia nasceu, ela parecia perfeitamente saudável. Após algumas horas, entretanto, seus lábios começaram a ficar azuis e a pequena começou a emitir sons como se estivesse roncando, com dificuldade de respirar.

Médicos descobriram posteriormente que Mia contraiu uma infecção por estreptococo b. A bactéria é comum em gestantes e mulheres e fica presente na região da vagina e ânus, sendo inofensiva para a maioria dos adultos. Enquanto o bebê está na barriga da mãe, a doença não representa risco, mas ela deve ser tratada para o parto, quando pode ser transmitida para o bebê e ser fatal, como foi no caso de Mia.

Como resultado, a pequena acabou sofrendo paradas cardiorrespiratórias e não sobreviveu. “Eu não tive sintomas antes do nascimento, então nunca soube que carregava a bactéria. Os médicos me disseram que não foi minha culpa, mas eu me culpo de certa forma. Fiquei tão chocada quando os médicos disseram que ela havia morrido. Aconteceu tudo tão rápido. Num minuto ela estava conosco, no outro, ela havia ido.”

Agora Amy trabalha para  conscientizar outras famílias sobre a infecção por estreptococo b, inclusive ajudando a arrecadar dinheiro para ONGs focadas em erradicar a doença entre bebês. “Eu valorizo quando me perguntam sobre a Mia. Acho importante falar sobre o que aconteceu com a minha filha quando ela era recém-nascida e compartilhar sua história”, ressalta.

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