Depois de dar à luz a um menino saudável, a médica Terry Loong decidiu seguir uma tradição asiática de confinamento que determina que durante os 30 dias após o parto a mãe não pode receber visitas, não pode sair de casa e não pode tomar banho.

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Reprodução/Instagram
Terry Loong passou 30 dias sem receber ninguém, sem sair de casa e sem tomar banho após dar à luz ao filho


A família de Terry, que mora no Reino Unido, é da Malásia e a tradição existe pois acredita-se que o período de confinamento, incluindo a falta de banho , protegem tanto a mãe quanto o bebê de infecções, além de dar à mãe a chance de se recuperar do parto sem ter que receber visitas, podendo se dedicar exclusivamente à criança.

“Eu lembro do período de confinamento da minha mãe quando eu era pequena, porque sou a irmã mais velha de cinco crianças. É muito comum na cultura asiática, tenho amigos chineses cujas famílias fazem algo semelhante”, contou ela ao “The Sun”.

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Terry disse ter optado por testar a tradição do confinamento quando, depois de dar à luz a Matthew, seu filho, sentir-se como se tivesse sido atropelada por um ônibus.

“É necessária uma enorme quantidade de energia para fazer, carregar e parir um bebê. A exaustão que eu senti foi um choque para o meu corpo. Eu sabia que precisava descansar, então decidi tentar o confinamento, porque pensei que era o que me daria a melhor chance de me curar mental e fisicamente, além de me permitir descansar para que eu pudesse ser a melhor mãe possível”, afirma.

O confinamento

Não poder se lavar direito durante 30 dias pode parecer um pouco nojento - e Terry garante que é mesmo. Ela apenas mantinha um mínimo de higiene pessoal lavando suas áreas íntimas com soro fisiológico.

“Depois do parto, tinha sangue por todos os lados e eu estava coberta de suor. Meu cabelo estava super oleoso e eu cheirava a fluidos corporais, mas não me importei porque era a coisa mais natural do mundo”, revelou ela.

Para Terry, o processo foi super importante, apesar de um pouco desagradável, e ela diz que faria tudo de novo caso tivesse outro filho.

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“No fim eu já estava quase me acostumando, mas sabia que estava fedida. Meu marido deu ‘graças a deus’ quando finalmente pude tomar banho . Saiu tanta pele morta quando entrei no chuveiro pela primeira vez após os 30 dias. Mas, antes que se desesperem, o bebê estava sempre limpinho e banhado”, brinca.

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