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Será que existe uma idade certa para uma mãe deixar de amamentar um filho no peito? Para Tahlia Aubusson, vai depender da experiência de cada mulher

Tahlia Aubusson é uma mãe de 29 anos. Seu filho, Arlington, nasceu no dia 10 de janeiro deste ano, tem apenas três semanas, mas já está prestes a deixar de mamar no peito . A australiana, que também tem uma filha mais velha, não quer mais passar por essa experiência e revelou o motivo em um relato sobre desmamar filhos que comoveu muitas mulheres nas redes sociais.

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Tahlia Aubusson fez relato sobre desmamar o filho de apenas três semanas em um blog que mantém sobre maternidade
Instagram/housewifestyle/Reprodução
Tahlia Aubusson fez relato sobre desmamar o filho de apenas três semanas em um blog que mantém sobre maternidade

“Preparem os tomates para serem jogados, e eu vou pegar minha capa de chuva, porque este blog vai receber muito julgamento, triste, mas verdade, independentemente de eu estar preparada para isto, porque algumas coisas apenas precisam ser ditas”, começa a mãe sobre sua experiência com o desmamar . O relato foi publicado neste domingo (28) no blog Housewife Style.

A australiana, que teve grandes problemas para amamentar sua filha na primeira vez em que ficou grávida, conta como encara as campanhas de liberdade para as mães que querem amamentar sem se esconder. Apesar de ainda haver pessoas que são contra essas mulheres exporem seus peitos para dar de mamar, Tahlia pensa que há muito mais pessoas que são contra o uso da mamadeira.

“Com que frequência você vê a foto de uma mãe dando uma fórmula para o filho? Sim, você adivinhou, NUNCA. Por quê? Porque a mulher tem certeza que será julgada. Por quê? Porque, um dia, alguém decidiu que toda a mulher na Terra seria uma falha caso não amamentasse seus filhos no peito porque eles criaram a ideia de que no peito é melhor, mas melhor para quem?”

Quando se tornou mãe pela primeira vez, Tahlia conta que tinha muito pouco leite, e o processo de amamentação virou um verdadeiro pesadelo. Tristeza e culpa eram sentimentos constantes, e ela não conseguia nem mesmo aproveitar os primeiros dias e semanas como mãe. Além disso, a filha ainda passou a perder peso.

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Quando Ambria tinha quatro meses, a mãe desistiu do peito e passou a dar leite de fórmula para a menina. “O problema é que eu só tentei tanto amamentar e senti tanta pressão em continuar tentando porque acreditava realmente que o peito era melhor e que a conexão com minha bebê ficaria comprometida. Mas realmente foi o melhor? No meu caso, absolutamente não.”

A mãe acha que a ideia do “peito é sempre melhor” foi muito generalizada, mas não pode ser aplicada a todas as mães. Sabendo disso, após ter uma segunda experiência negativa com seu novo filho, decidiu desmamar o pequeno já com três semanas e partir para a fórmula. Ela afirma que tentou diferentes formas e técnicas para amamentar, mas, para ela, isso simplesmente não dá certo.

Preconceito

Tahlia revela que o maior problema é que, quando decidiu dar fórmula para sua filha, sentiu como se tivesse sido colocada em grupo de pessoas “quebradas”, preguiçosas, egoístas ou não educadas, principalmente por mulheres mais velhas. “Por que mulheres que dão mamadeira para seus filhos não podem receber o mesmo louvor e apoio que mães que dão o peito recebem”, questiona a australiana.

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A mãe, que deixa claro que não tem nada contra a amamentação, afirma que as mulheres devem seguir o que elas acreditam ser melhor para elas mesmas, porque “os filhos são um reflexo de nós mesmas”. “Senhoras, não há nenhuma vergonha na alimentação com fórmulas, isso deveria ser tão irrelevante quanto escolher entre fraldas de pano ou descartáveis”, completa Tahlia sobre o desmamar.

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