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"Ignore os julgamentos. A maneira como você dá à luz não muda como você ama seu bebê. Também não determina como seu bebê te ama", escreve Laura

Nem sempre as histórias sobre a hora do parto contadas por aí são lindas e inspiradoras. Muitas pessoas compartilham casos traumáticos que aconteceram durante o nascimento das crianças ou até mesmo querem expressar opiniões e acabam assustando muitas mães que ainda não passaram pela experiência. Para mudar essa visão, a blogueira Laura Mazza resolveu escrever uma carta aberta para as mulheres grávidas e que sonham com a maternidade. 

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A carta aberta de Laura Mazza sobre os medos e realidades da gravidez e do parto está emocionando as mães na internet
Reprodução/Facebook
A carta aberta de Laura Mazza sobre os medos e realidades da gravidez e do parto está emocionando as mães na internet


A australiana de 31 anos é mãe de dois filhos e tem um blog sobre maternidade. Na carta aberta , ela escreveu que as mães precisam "tomar  controle" e não ter medo de fazer as coisas do seu jeito, porque, afinal, é a mulher que está passando por aquele momento de trazer uma criança ao mundo. 

"Não tenha medo do parto", ela começa no texto. "Eu sei que as histórias de horror te assustam. Eu sei, se você é como eu era, você pode até temer que não saia disso viva. O  parto  é uma palavra assustadora. É um trabalho árduo, há um motivo pelo qual é chamado de 'trabalho de parto'. Você viaja para outro lugar para colecionar uma alma e dar vida. Isso é um trabalho maravilhoso, mas difícil."

Laura continua, afirmando que é normal ter medo do parto e se preocupar com a própria vida e a vida da criança. A blogueira ainda diz que os seres humanos são a única espécie que duvida da capacidade de dar à luz e, por isso, existe esse receio. 

"Meu primeiro parto me deixou vulnerável. Eu escutei milhares de mulheres me dizendo 'mas as mulheres estão fazendo isso por anos' e eu acredito que falhei, porque não é fácil. Mas eu não falhei. Acabei esquecendo do meu poder. Então eu o peguei de volta, e voltei pronta e forte. Usei meu poder. Você também possui esse poder", diz. 

Assim, Laura aconselha as outras mulheres que estão grávidas a escolherem o método que as fizer sentir mais confortável, independente da opinião alheia. "Se você quiser fazer um plano de nascimento de cinco páginas porque a ansiedade está te afetando, faça. Se você quer aliviar a dor, faça. Se você quiser sentir cada coisa, porque pode, faça isso. Se o trauma te machucou e você quer uma cesariana, faça."

Tipos de parto

Ela também fala da pressão de amigos, família e sociedade pela maneira que a criança nascer. "Você tem todo o direito de escolher como deseja que seu bebê nasça. É seu corpo, é seu bebê. E se as coisas não seguem o plano, você não falhou, você fez o melhor para conseguir trazer seu bebê com segurança - e que sacrifício altrutivo. É você, mostrando o amor que você tem pelo seu bebê. Nunca te culpe por isso. Nunca. Sinta-se forte de estar disposta a fazer qualquer coisa pelo seu bebê", continua a mãe. 

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"Não há nada de errado em ter uma cesariana. Não há nada de errado com um parto natural. Quer o nascimento aconteça em uma banheira, ou em um hospital, se você tem um parto vaginal depois de uma cesária ou remédios para a dor. Não há nada errado. O que está errado é quando uma mãe é julgada de forma injusta", Laura desabafa. 

Comentários demais e desnecessários

Ela ainda fala como lidar com tanta interferência e opinião alheia ao longo da gestação. "Ignore os julgamentos. Ignore as pessoas que apenas falam coisas negativas sobre o que elas não sabem, não conhecem você, sua história ou seu bebê. A maneira como você dá à luz não muda como você ama seu bebê. Também não determina como seu bebê te ama."

"Você merece ser celebrada. Você gerou um bebê, você deu vida a um bebê, e você pariu. Quer seja vaginal, cesariana, com alívio da dor ou sem alívio da dor, você fez isso. Você! O nascimento é normal, o medo é normal, e você, nunca se subestime, porque você mãe, você é poderosa", finaliza. 

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Respostas das seguidoras

A publicação de Laura na página de seu blog no Facebook atingiu milhares curtidas e comentários, principalmente de outras mulheres que concordam com o texto. "Desejo que mais pessoas se sintam livres falando sobre suas boas experiências, mas o principal é lembrar que não existe uma maneira 'certa' de ter um bebê", diz uma internauta

"Estou grávida de seis meses do meu primeiro filho e quero sumir quando as pessoas falam sobre o parto! Estou tão assustada, mas ler isso ajudou, mesmo que seja apenas um pouco", desabafa outra mãe.

Além dessa seguidora, muitas grávidas também agradeceram Laura pela carta aberta cheia de apoio e as mulheres que já tiveram filhos elogiaram a blogueira pela coragem e inspiração por falar abertamente sobre o assunto. 

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