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Hoje com 13 anos, Joseph Deschambault desenvolveu o vício em material pornográfico e violento aos nove, após se deparar com uma propaganda de conteúdo adulto enquanto usava o computador para jogar

Com o acesso a conteúdos adultos cada vez mais simplificado e a tecnologia utilizada para distribuir esse material cada vez mais avançada, as pessoas começam a se perguntar: até que ponto consumir esse tipo de conteúdo faz bem ou mal para alguém? São incontáveis (e tensos) os relatos de pessoas que lidam ou lidaram com o vício em pornografia , como é o caso do canadense Joseph Deschambault. A história dele, porém, é diferente, já que ele tem 13 anos de idade e adquiriu a dependência aos nove. 

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Aos nove anos de idade, Joseph adquiriu vício em pornografia após se deparar acidentalmente com um
Reprodução/Facebook
Aos nove anos de idade, Joseph adquiriu vício em pornografia após se deparar acidentalmente com um "pop up" pornô

De acordo com informações do portal britânico “Daily Mail”, o vício em pornografia – do qual Joseph ainda está se recuperando – começou quando o garoto estava absorto em um jogo no computador e acabou clicando em uma janela “popup” (propagandas que se abrem sozinhas) com conteúdo pornográfico. A partir disso, Joseph conta ao documentário “Addicted to Porn” (“viciados em pornografia”, em tradução livre) que ele não conseguia desviar os pensamentos das imagens violentas que viu.

Conforme os pais do garoto, Tasha e Al, contam no documentário, o trauma começou a se manifestar no comportamento dele. Segundo eles, Joseph costumava brincar com a irmã mais nova, mas passou a ser violento com ela a ponto de a pequena não querer mais ficar sozinhas com ele e implorar para que a mãe não deixasse isso acontecer. “Meu filho tinha raiva demais para interagir com outras crianças e quando o fazia, iniciava brigas com frequência”, relata Tasha.

Foi então que Tasha se deparou com o histórico de buscas no navegador do computador de Joseph. Como o garoto recebia educação domiciliar, precisava utilizar o computador para estudar, mas, em vez fazer isso, passava horas procurando por mais imagens como a primeira que viu: vídeos pornográficos que envolviam violência contra mulheres. “Não é para menos que o comportamento dele havia mudado e não é para menos que ele estava batendo na irmã. Ele estava imitando o que via”, diz a mãe.

Hoje, Tasha afirma que se sente mal por não ter enxergado o que estava acontecendo, já que, segundo Joseph, todo o tempo livre que ele tinha e todos os momentos em que os pais estavam distraídos o suficiente para que ele acessasse o Google era destinado ao vício. O garoto afirma até que chegava a acordar de madrugada para buscar conteúdo pornográfico.

É melhor prevenir do que remediar

Casos como o de Joseph trazem à tona diversas questões, e os efeitos da pornografia – cada vez mais presente e tecnológica – nas relações interpessoais é uma delas. De acordo com estudos e especialistas, o consumo desse tipo de conteúdo pode fazer com que as pessoas passem a idealizar o sexo ou considerar normais comportamentos que, na realidade, são violentos e prejudiciais.

O vício em pornografia desenvolvido pelo garoto também mostra a importância de os pais se certificarem de que os filhos estão seguros enquanto navegam na internet ( com diálogos francos e até o uso de programas e aplicativos que asseguram isso ) e de eles se empenharem na educação sexualabordando assuntos relacionados à sexualidade em casa com naturalidade.

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