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Pesquisadores do Canadá avaliaram a sensibilidade ao alimento de crianças com alto risco de desenvolver alergia considerando o consumo pelas mães

Ter um filho com alergia, principalmente as alimentares, que podem causar dificuldade de respirar, é sempre uma preocupação. Se for para comer fora de casa, é preciso ficar de olho em todos os ingredientes usados nas receitas e até mesmo na forma de preparo do prato. Felizmente, um hospital infantil do Canadá fez uma descoberta que pode ajudar as mães a prevenirem que seus filhos desenvolvam alergia ao amendoim.

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Maior problema da alergia ao amendoim é que quando é grave pode gerar dificuldade para respirar e até risco de morte
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Maior problema da alergia ao amendoim é que quando é grave pode gerar dificuldade para respirar e até risco de morte

O estudo do Children’s Hospital Research Institute, de Manitoba, que contou com o apoio dos pesquisadores da Universidade de Manitoba, sugere que comer amendoim durante a fase da amamentação e introduzir o produto na alimentação do bebê por volta dos 12 meses diminui o riso da criança desenvolver sensibilidade ao alimento na infância. Os resultados foram publicados este mês no site especializado “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.

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Os especialistas avaliaram a relação entre comer o alimento na fase da amamentação, a hora da introdução alimentar e a sensibilidade ao produto aos sete anos de idade. Foram avaliadas crianças com grande risco de desenvolver alergia por conta de fatores genéticos.

As crianças cujas mães consumiram o alimento na fase da amamentação e o introduziram na alimentação do bebê antes dos 12 meses foram as que menos desenvolveram sensibilidade, cerca de 1,7%. Já aquelas que as mães não consumiram o alimento durante a amamentação ou que adiaram a introdução alimentar tiveram um índice de sensibilidade bem maior, acima de 15%.

Conclusão

Para a pediatra especializada em alergia Tracy Pitt, autora principal do estudo, os resultados são importantes para aumentar o conhecimento geral sobre o assunto e dar base para novos estudos sobre o tema, já que este foi o primeiro a considerar, simultaneamente, o consumo durante a amamentação e a introdução alimentar.

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O pesquisador Meghan Azad, da Rede AllerGen, alerta que há limitações na pesquisa, já que só considera crianças com alto risco de desenvolver alergia e a medição foi apenas para sensibilidade, e não alergia confirmada, mas concorda que a análise da amamentação e a introdução alimentar são fatores importantes para serem analisados nos estudos contra alergia ao amendoim.

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