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Caso de uma australiana que retirou o bebê da barriga durante uma cesárea chamou a atenção. Médico fala como esse procedimento é possível

Em tempos de partos naturais e humanizados, surgem histórias de mulheres que tiraram o bebê do corpo com as próprias mãos. Mas, será que o mesmo é possível em uma cesárea? 

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Sarah Toyer tirou a filha do próprio útero durante a cesárea
Reprodução/ Facebook
Sarah Toyer tirou a filha do próprio útero durante a cesárea

A australiana Sarah Toyer provou que sim. Recentemente, a jovem divulgou um relato  onde detalhou o momento em que tirou a filha do próprio útero em uma  cesárea  e contou sobre todas as emoções que sentiu na hora. Com o auxílio de uma equipe médica, ela conseguiu fazer o próprio parto. 

Ainda não há conhecimento de casos como o de Sarah registrados no Brasil. Mas, segundo o ginecologista e obstetra Rodrigo da Rosa Filho, o procedimento seria possível no país. Em entrevista ao Delas, o médico tira todas as dúvidas sobre essa forma de parto. Confira:

Como funciona?

Os médicos fazem um corte transverso no útero para que o bebê, geralmente em posição cefálica, possa sair. "Após o corte, que recebe o nome de histerotomia, a mãe pode puxar o bebê com a orientação do médico", explica. Se houver alguma dificuldade, a própria equipe a ajuda.

Qualquer grávida pode fazer?

Esse parto pode ser feito desde que o bebê esteja cefálico, ou seja, encaixado de cabeça para baixo, e sem sofrimento fetal. Além disso, o especialista orienta que mãe aprenda qual a forma correta de segurar o bebê para que não aconteçam traumas durante a saída.  

O procedimento pode ser realizado tanto em hospitais públicos quanto privados, isso vai depender do profissional que realizará o parto. 

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Existem riscos?

Segundo o médico, há risco de traumas fetais, prolongamento do corte no útero com maior hemorragia e, principalmente, de infecção.

A mulher sente dor?

Para a realização do procedimento, assim como na cesárea convencional, a mulher é anestesiada com a raquianestesia. Por isso, a gestante não sente dor e também não tem força motora para se mexer da pelve para baixo. "Porém, ela sente a movimentação dentro do abdômen sem dor, e também a pressão na hora da retirada do bebê", explica Rodrigo. 

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