Tamanho do texto

Em alguns casos, ter o bebê no mesmo quarto pode facilitar a vida dos pais. Há certo ou errado na escolha de ter uma cama compartilhada?

Em algumas famílias, os bebês dormem com os pais nas primeiras semanas de vida. Os motivos variam. Pode ser para facilitar a amamentação ou por cuidado e precaução. No entanto, o debate sobre o tema é extenso e divide opiniões. Algumas pessoas defendem a cama compartilhada, outras acreditam que o berço no quarto dos pais é suficiente e ainda há quem seja contra as duas opções. 

Já pensou em usar fraldas de pano no lugar das descartáveis? Veja os benefícios

A cama compartilhada pode ser uma decisão dos pais
Flickr/ JerryLai
A cama compartilhada pode ser uma decisão dos pais

Dormir no mesmo ambiente do recém-nascido pode ser prático para os pais, mas requer alguns cuidados. "No começo, ainda não há uma rotina nas mamadas e ter o bebê no mesmo quarto pode facilitar", explica a neuropsicóloga Deborah Moss. Porém, ela alerta que o recém-nascido dormir na mesma cama dos pais é muito perigoso, já que criança corre risco de ser sufocada ou até mesmo esmagada pelos adultos durante o sono. 

Recentemente, a Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou recomendações aos pais.  "Há evidências de que dormir no quarto dos pais, mas em uma superfície separada, diminui o risco de morte súbita durante o sono em 50%", orienta.  

Quando os pequenos crescem

Em relação a crianças maiores que dormem com os pais, a médica explica que há duas situações diferentes. "Existem famílias que tomaram a decisão da cama compartilhada de forma consciente e planejada, onde a prática faz parte de ideais de educação. Por outro lado, existem casos em que as crianças dormem com os pais por falta de opção”. 

"Nos culpamos, só que essa mãe perfeita não existe", diz Carolina Kasting

Para ela, no primeiro caso não há malefícios, já que faz parte do processo de criação adotado pela família. Já na segunda situação afeta a intimidade dos pais e interfere nos hábitos da criança, pois o momento do sono fica sempre atrelado aos pais.

Além disso, ela não recomenda que a criança inicie o sono no berço e vá para a cama dos pais em algum momento da noite. "O sono dela fica confuso, ela fica insegura sobre o que está acontecendo”, explica.

Certo ou errado?

A neuropsicóloga reforça que dormir com os pais é uma questão que deve ser avaliada e decidida em conjunto pelo casal. E não há certo ou errado. Se os pais julgarem ser melhor, os filhos podem seguir na cama deles, por exemplo. O apresentador Marcos Mion postou em seu Facebook um texto defendendo a prática. "NUNCA deixei nenhum filho meu se esbugalhar de chorar até dormir de cansaço e desesperança! Aliás, nunca deixei filho meu dormir sozinho até querer!!". Ele é pai de três filhos. 


A criança terá o quarto dela?

Ter os pequenos no quarto dos pais pode ser uma decisão temporária. Se a ideia for, por exemplo, facilitar a rotina logo que o bebê nasce e depois levá-lo para o berço no quarto dele, a médica indica ajudar o filho a se adaptar a dormir sozinho logo cedo. "O ideal é que se faça a mudança de quarto entre 4 meses e um ano e meio de idade”, orienta Deborah.

Mas, se a família está encontrando dificuldades para reverter a situação depois de o pequeno ficar mais velho, a médica dá algumas dicas para fazer o processo de transição da melhor forma. 

"O primeiro passo é apresentar o quarto à criança, já que ela reconhece o ambiente dos pais como dela", explica. Também é interessante fazer um ritual de passagem, deixando o clima confortável para que ela se reconheça naquele local. Escolher um edredom do personagem preferido, por exemplo, é uma ótima ideia. 

Nas primeiras noites a mãe ou o pai podem dormir no quarto com ela.  No início, os pais devem dormir em um colchão no chão e aos poucos irem se afastando, até sair por completo e a criança conseguir ter uma noite de sono completa e sozinha sem a cama compartilhada.

"Mãe solo": tirinhas sinceras sobre a maternidade real

    Leia tudo sobre: gravidez
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.