No fim dos anos 1990, quando começou a empreender, Mônica Schimenes se deparou com um mercado dominado por homens.
Jovem e determinada a construir sua própria empresa , Mônica enfrentou desconfiança, questionamentos sobre sua capacidade e barreiras silenciosas, o que é comum para mulheres no ambiente corporativo.
“Fui invisibilizada, questionada sobre minha competência, tive que trabalhar o dobro para ser reconhecida” , relembra a empresária.
Ao lado de duas amigas, Mônica iniciou sua trajetória com a criação de um pequeno serviço de buffet para eventos. O negócio, com o passar do tempo, se transformou em uma agência consolidada, atendendo grandes empresas como IBM, BASF e Unilever. Apesar do crescimento, as experiências de machismo no mercado não passaram despercebidas e, ao invés de transformar essas vivências em frustração, Mônica decidiu usar a própria trajetória como ferramenta de transformação . A partir dessa reflexão, ela passou a desenvolver iniciativas para fortalecer a voz e o protagonismo de outras mulheres.
Música como ferramenta
Mônica, além de empresária, também é pianista, violoncelista e cantora e, foi justamente a partir da música, que ela encontrou uma maneira diferente de falar sobre liderança feminina.
Com inspiração em conceitos musicais como tom, ritmo, harmonia e escuta, criou a palestra “O Feminino da Voz” , onde utiliza a linguagem musical para estimular mulheres a se posicionarem com mais confiança no ambiente profissional.
Diversidade e Inclusão
Como presidente da Integrare, Mônica trabalha para fortalecer fornecedoras lideradas por mulheres, pessoas afrodescendentes, indígenas e pessoas com deficiência, atuando diretamente em iniciativas voltadas à diversidade.
Ela também participou do Comitê de Equidade Racial e de Gênero das Olimpíadas Rio 2016, além de integrar o conselho do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+.
Mônica também é mentora do programa AWE Brasil 4.0, uma iniciativa apoiada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos que incentiva o empreendedorismo feminino.
Recentemente, a empresária foi convidada pela EY para atuar como “Mentora das Mentoras” no programa Be Like a Woman, realizado em Moçambique para capacitar mulheres líderes africanas.
Reconhecimento internacional
Fora do Brasil, Mônica recebeu o Women 's Business Enterprise Award, concedido pela WEConnect International, além do IWEC Award, entregues em cerimônias realizadas em Washington e Nova Délhi.
Também foi nomeada Fellow da The Royal Society of Arts, uma instituição britânica que reúne profissionais reconhecidos por contribuições relevantes à sociedade .
A história de Mônica Schimenes é inspiradora e mostra algo além do sucesso empresarial. Ele mostra o relato de uma mulher que encarou o machismo corporativo, decidindo transformar a experiência adquirida em uma ferramenta de fortalecimento para outras mulheres encontrarem a própria voz.