Reprodução/Twitter

Nos últimos dias o mundo tem observado atentamente os passos do Afeganistão, isso porque o país que já conta com um histórico de instabilidade política, agora passa por mais um momento difícil. Após as tropas americanas deixarem o Afeganistão, o grupo Talibã, que já estava numa batalha para tomar o poder, conseguiu atingir seu objetivo. 

O grupo talibã pertence a um movimento fundamentalista islamico nacionalista no qual praticam uma interpretação rígida e autoritária do Alcorão. Durante 1996 e 2001, o grupo ficou no poder no Afeganistão e as consequências foram desastrosas, mulheres foram impedidas de trabalharem, estudarem, terem autonomia, foram obrigadas ao uso da burca, e caso não seguissem as regras as punições eram apedrejamento, açoitamento e espancamento em público.

Após 20 anos sem o grupo fundamentalista no poder, o temor maior é das mulheres que agora voltarão a ser obrigadas a deixarem sua liberdade para trás. No Twitter, vídeos de mulheres bravamente quebrando as regras para protestarem por seus direitos tomaram conta da rede social.

Como é o caso da jornalista Shakeela que postou um video de mulheres segurando cartazes com a legenda “Existem mulheres afegãs mulheres hoje nas estradas de Cabul .. Bravo”



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"Uma imagem atípica no Afeganistão.
A primeira manifestação de mulheres após o movimento do Talebã na capital, Cabul", postou outro usuário.


Na primeira coletiva de imprensa oficial do Talibã ao serem questionados sobre os direitos das mulheres a resposta foi “os direitos serão garantidos dentro dos limites do Islã”. Com essa resposta e o histórico do grupo, a segurança das mulheres afegãs estão claramente em risco.

Ontem, uma ex-jornalista afegã e ativista pelos direitos da mulher em Cabul postou um vídeo chorando clamando por uma mudança de cenário.



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