A historiadora Keilla Vila Flor Santos, 24 anos, viralizou no Twitter ao compartilhar um método inusitado na hora de revisar o conteúdo com os alunos. Ela adaptou o clássico “maquia e fala” das blogueiras - no qual elas aparecem se maquiando e conversando com o público - e fez um “maquia e revisa”. “Deixei os alunos escolherem o que eu ia usar enquanto eu revisava Renascimento, Reforma Protestante e Absolutismo Monárquico”, escreveu em sua conta no Twitter. 

mulher maquiada
Reprodução/Twitter
Keilla Vila Flor Santos é professora de História em Brasília

Em entrevista ao Delas, Keilla conta que a ideia surgiu da necessidade de se reinventar diante do cenário de ensino remoto . “Nós estamos tendo aulas remotas por videoaulas e lives há mais de cinco meses. Nem eu, professora, nem eles, os alunos (as/es) aguentamos mais. Eu não tenho a menor dúvida de que continuar nesse sistema remoto é a melhor opção até que exista uma vacina para a Covid-19, mas se faz necessário dinamizar as formas de dar aula”, pontua. 


Apesar do momento pedir inovação na hora das aulas, Keilla fala que nem sempre é fácil. “Nesse ensino remoto a minha criatividade tem andado em baixa. O isolamento está mexendo com todos nós. Eu tenho tentado fugir do tradicional, mas é muito difícil”. Ela conta que ao lembrar do conteúdo feito pelas blogueiras, teve a ideia de adaptar para a sala virtual. “Fui tirando as dúvidas dos alunos quanto à matéria da prova que eles terão na semana que vêm”. 

A receptividade dos alunos não poderia ser melhor. A professora de História conta que eles amaram a ideia e estudantes de outras turmas já pediram para ela fazer o mesmo. “Acho que foi a aula mais divertida desse ensino remoto emergencial. Quando eu errava a maquiagem todos ríamos. Além disso, eles se mantiveram atentos à explicação do conteúdo fazendo perguntas muito boas sobre a matéria que não tinham sido feitas quando eu estava explicando o conteúdo de maneira tradicional”, observa. 

Além do “maquia e revisa”, Keilla já organizou uma aula-debate em que os alunos deveriam debater entre eles o conteúdo da aula. Ela conta que o método também foi interessante para deixar o aprendizado mais dinâmico e sair do tradicional. “Para dinamizar a rotina, alguns colegas de trabalho já deram aulas fantasiados e pediram para os alunos se fantasiarem também e foi um sucesso. Outro colega me conta que sempre começa a aula com uma trilha sonora que combine com o tema ou com algo que tenha acontecido na semana, então a aula já começa num ritmo animado”. 

“Eu tento pensar em trabalhos nos quais eles utilizem os meios digitais para realizá-los. Então peço como trabalho a confecção de cartilhas digitais, vídeos, podcasts e os alunos têm me apresentado trabalhos fantásticos!”, finaliza.

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