Nos últimos dias, as hashtags #BlackLivesMatter e #VidasNegrasImportaram estão entre os assuntos mais comentados no Twitter. O tema veio à tona com a onda de protestos nos Estados Unidos após o segurança George Floyd ser sufocado até a morte por um policial.  O caso repercutiu no Brasil, onde a violência policial também é realidade. Há algumas semanas  João Pedro, 14 anos, foi morto dentro de casa, no Rio de Janeiro, também por um policial

Ato no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, no domingo (31)
Reprodução/Instagram/@andre.mantelli
Ato no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, no domingo (31)

Diante da reivindicação de que #VidasNegrasImportam , outro ponto passou a ser destacado na discussão: a necessidade de ser antirracista no dia a dia. "Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista", diz a frase da escritora Audre Lorde, uma das mais compartilhadas nesse momento. 

Ao Delas, a jornalista e ativista do movimento negro Eduarda Nunes explica como aplicar o conceito na prática. “O primeiro passo é saber identificar o quanto de racismo há na construção do nosso país”, começa. Nesse sentido, é fundamental se interessar por narrativas não-convencionais e buscar pensadores e estudiosos negros, como a filósofa Djamila Ribeiro. Também vale seguir essas referências nas redes sociais!

Outro ponto importante é reconhecer a responsabilidade do branco na manutenção do racismo e na luta antirracista . “O racismo é um problema do branco”, aponta. Por isso, ao escutar um comentário racista de um colega, por exemplo, é seu papel repreender e mostrar o que está de errado naquela fala. Da mesma forma, faz parte do processo ouvir e aprender se você foi apontado por um comportamento racista. A escuta é imprescindível nesse momento.

Mesmo que você já se considere uma pessoa antirracista, Eduarda lembra que o preconceito pode persistir. Afinal, o racismo opera de diferentes formas e instâncias no dia a dia. Então, se foi acusado de algo, não questione. Pare e reflita sobre o que foi dito. “O antirracismo é um trabalho diário”, explica. 

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Outro ponto citado pela ativista é a importância de apoiar financeiramente instituições e organizações ligadas ao movimento negro.

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Nas redes sociais, homens e mulheres endossam a importância de brancos se engajarem não só para entender a causa, mas também para realmente mudar o comportamento:


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