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A procura pela alma gêmea está cada vez mais apoiada sobre os meios virtuais; intermédio de familiares e amigos caiu muito desde os anos 1980

O advento na internet nos anos 1980 e 1990 foi um ponto de virada para muitos aspectos do cotidiano, desde fazer as compras até enviar correspondências. Mas um dos pontos mais afetados pelo meio online, como mostra um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi a procura por uma alma gêmea.

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Mão masculina e mão feminina trocando flores através da tela de dois tablets arrow-options
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Desde os anos 1980, aqueles que encontram sua alma gêmea na internet se tornaram a maioria dentre os casais

De acordo com o estudo, que coletou dados de mais de 3 mil americanos e foi realizado pelos pesquisadores Michael Rosenfeld e Sonia Hausen, da Universidade de Stanford, e Reuben J. Thomas, da Universidade do Novo México, também nos Estados Unidos, o número de cônjuges que se conheceram graças à internet alcançou 39% do total em 2017.

O número de pessoas que encontra sua alma gêmea na internet continua aproximadamente o mesmo dois anos depois, segundo  gráfico publicado no Twitter por Derek Thompson, do jornal americano The Atlantic .

No entanto, o mesmo não pode ser dito para os outros modos de conhecer o seu companheiro. Segundo nota da pesquisa divulgada pelos autores do estudo, o intermédio de amigos e familiares teve uma redução drástica de papel na união de casais .

O primeiro grupo teve a participação reduzida em 14%. Já o segundo, em 2019, viu seu papel de casamenteiro ser cumprido em apenas 7% dos casos. No infográfico abaixo, você pode ver os meios que mais cresceram ou diminuíram de importância quando o assunto é encontrar o par perfeito .

Quanto ao número de pessoas que encontraram seus cônjuges em bares ou restaurantes, os autores do estudo observam que o aumento visto ao longo da década atual é reflexo do número de casais que se encontra pela primeira vez nesses locais, após já terem se conhecido online.

Caso contrário, de acordo com a nota de pesquisa divulgada por eles, essa categoria também apresentaria um declínio na sua função de unir os pombinhos.

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Outros meios de encontrar a alma gêmea que perderam espaço

Rapaz se apresentando a duas moças em um café arrow-options
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Outras formas de conhecer o cônjuge, como através dos amigos ou da família, apresentaram quedas drásticas

Outros meios que já desempenharam um papel razoavelmente importante na formação do par perfeito, mas que perderam espaço para os meios online  foram a vizinhança, a igreja, a escola e a faculdade.

A participação de todos, que ficava entre 7% e 14% nos anos 1980, caiu para entre 4% e 5% em 2019, segundo o gráfico publicado por Derek Thompson.

De acordo com os autores do estudo na nota de pesquisa, esse declínio nas formas tradicionais de se conhecer um cônjuge expõe um processo de "desintermedialização". Isso significa que a tecnologia tem substituído a antiga necessidade de um terceiro que fizesse a ponte entre uma pessoa e outra. No caso específico da família, os autores observam que a maior independência dos jovens e um aumento na idade média para o primeiro casamento são os responsáveis pelo declínio.

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Contudo, mesmo que a tarefa de ajudar alguém a encontrar sua alma gêmea se torne menor para os amigos e familiares no futuro, eles continuarão a ser parte crucial da vida social das pessoas, seja para sair nos finais de semana, seja para dar apoio emocional quando um relacionamento não der certo.