Tamanho do texto

O objetivo da sessão de fotos é compartilhar experiências, trabalhar a autoestima e o amor próprio, promovendo a união entre mulheres

A cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, foi palco para uma série de fotos que propõe um novo olhar sob as mulheres e celebra o feminino. As imagens mostram mulheres diversas, de diferentes corpos, conectadas. A responsável pelas fotos foi a fotógrafa Natalia Brasil, que teve a união e força das mulheres como a principal motivação para clicar o ensaio fotográfico à beira da praia.

Leia também: Como trabalhar o amor próprio para aumentar a autoestima e a autoconfiança

Idealizado pela fotógrafa Natalia Brasil, o objetivo do ensaio fotográfico foi trabalhar o amor próprio e a autoestima
Natalia Brasil
Idealizado pela fotógrafa Natalia Brasil, o objetivo do ensaio fotográfico foi trabalhar o amor próprio e a autoestima

“A principal motivação para fotografar mulheres em grupo é porque sinto que quando estamos juntas a energia de troca e carinho é melhor e isso faz com que a gente se sinta melhor”, comenta a profissional sobre o ensaio fotográfico  em entrevista ao Delas .

Além disso, Natalia diz que seu trabalho é uma forma de olhar para a outra e ouvir sua história, conectando-se de alguma maneira e percebendo que todas as mulheres têm questões com a própria imagem. "A energia de estar em um grupo aberto a se olhar e se apoiar pode ser revigorante", explica.

Leia também: O que a autoestima pode fazer por você

Fotografar mulheres com diferentes corpos foi um dos objetivos de Natalia ao idealizar o ensaio fotográfico
Natalia Brasil
Fotografar mulheres com diferentes corpos foi um dos objetivos de Natalia ao idealizar o ensaio fotográfico

Natalia ainda revela que o principal objetivo ao reunir essas dez mulheres para serem fotografadas foi trabalhar o amor próprio e a aceitação do próprio corpo. “Meu objetivo principal é que as mulheres se vejam mais gentilmente e não sejam tão autocríticas, pois, no fim das contas, o que percebemos é que as piores críticas vêm de nós mesmos”, fala. “Minha intenção é que, a partir deste novo olhar, surja mais força para que cresça ainda mais o amor próprio de cada uma dessas mulheres”, completa.

Para a fotógrafa, o trabalho que ela propõe é uma forma de empoderamento feminino, já que ela apresenta um novo olhar sobre as mulheres. Além de contribuir significativamente para a autoestima daquelas que participam dos ensaios. “São fotos reais, sem uso de pós-produção. O que elas recebem como produto final é o que elas realmente são”, fala.

Leia também: Autoestima: como se sentir poderosa em apenas oito passos

Como foi participar do ensaio fotográfico?

Uma das etapas do ensaio fotográfico foi o compartilhamento de experiência entre as mulheres fotografadas
Natalia Brasil
Uma das etapas do ensaio fotográfico foi o compartilhamento de experiência entre as mulheres fotografadas

Segundo as mulheres que participaram da sessão de fotos, o projeto é realmente tudo isso que Natalia conta. Em entrevista ao Delas , elas comentam como foi uma experiência única e revigorante compartilhar experiências com outras mulheres. “Foi um momento de troca. Nunca tínhamos nos visto, fizemos uma roda de conversa e trocamos experiência sobre como nos relacionamos com nosso corpo”, conta Amanda Pereira.

Para Amanda, foi uma forma de perceber não só as diferenças, mas também semelhanças entre as relações que as mulheres constroem com seus corpos. “Cada uma com sua trajetória está aprendendo a ser mais gentil consigo, e encontrar o apoio em outras mulheres faz com que nos sintamos mais fortes”, diz.

Fortalecer a autoestima e o amor próprio foi um dos benefício que o ensaio fotográfico proporcionou às mulheres
Natalia Brasil
Fortalecer a autoestima e o amor próprio foi um dos benefício que o ensaio fotográfico proporcionou às mulheres

A experiência do ensaio fotográfico foi parecida para Marta Rosolen. “O que mais me emocionou foi a troca de energia, a entrega de cada uma, contando seus medos e como foi a aceitação do seu próprio corpo. Somos seres únicos, não existe padrões a ser seguidos! Só precisamos sempre buscar nossa melhor versão”, afirma.