Tamanho do texto

Entenda porque ser do sexo feminino vai muito além do estereótipo criado

Não é difícil encontrar “obrigações” que as pessoas do sexo feminino devem seguir para “serem uma mulher”. No geral, o estereótipo criado socialmente diz que as mulheres devem ser calmas, vaidosas, compreensivas e gostar de cores como o rosa. Elas também seriam frágeis e delicadas, mas será que realmente é sempre assim?

Leia também: As 5 mulheres que nos mostram que a luta contra o machismo ainda não acabou

Por conta de algumas imposições, algumas de nós não se tocam para conhecer o próprio corpo ou também para ter prazer sozinha. Outras nem pensam no porquê de mantermos alguns hábitos sendo mulher e não homem. Por exemplo, por que a gente usa sutiã se ele machuca? Será que todo mundo precisa usar? Será que ele realmente ajuda a manter os seios mais firmes ou é só para esconder o bico?

Estes foram alguns dos questionamentos que fizemos aos nossos leitores no ano de 2017. Foram diversas reportagens de comportamento pensando do mundo feminino , e algumas deram o que falar. Relembre seis delas aqui:

1. Você conhece sua pepeca? Saiba tudo sobre vagina, vulva e região íntima feminina

É preciso falar mais sobre as partes íntimas, mas nada de se comparar com as amigas, já que as vulvas são diferentes
Reprodução/@the.vulva.gallery
É preciso falar mais sobre as partes íntimas, mas nada de se comparar com as amigas, já que as vulvas são diferentes

Se a pessoa nasce sendo do sexo feminino, ela terá uma vagina e, muito provavelmente, também passará o resto de sua vida com o órgão. Entretanto, nem todas as mulheres conhecem seus órgãos sexuais. Ainda é difícil se tocar, se olhar e, às vezes, até sentir o próprio cheiro para se conhecer melhor.

Algumas pessoas acham isso até errado, porém é muito importante nos conhecermos para mantermos a nossa saúde e também para encontrar prazer nas relações sexuais. Por isso, fizemos um “tudo sobre” órgãos femininos para que nossas leitoras pudessem se conhecer melhor.  Confira a reportagem ao clicar aqui.

2. Sutiã é realmente necessário? Algumas mulheres mostram que não

Diferentemente do que muitos imaginam, na maioria das vezes não é tão óbvio perceber que a mulher está sem o sutiã
Shutterstock
Diferentemente do que muitos imaginam, na maioria das vezes não é tão óbvio perceber que a mulher está sem o sutiã

Fomos atrás de mulheres que largaram o sutiã para saber o porquê delas terem feito isso. Conversamos também com uma mulher que não deixa a peça por nada!! Nem mesmo na hora de dormir. Será que uma delas é mais certa que a outra ou cada mulher pode e deve escolher o que é melhor para si?  Confira a reportagem ao clicar aqui. 

Leia também: Jornalista responde post de Danilo Gentili, e hashtag contra gordofobia viraliza

O debate se mostrou importante até após a publicação da reportagem. No final dela, há uma enquete onde perguntamos às nossas leitoras o que elas acham do uso do sutiã. Enquanto 26% delas gostam da peça e não se incomodam de usar, 22% gostariam de não precisar usar, 13% querem deixar de usar e outras 13% até usam, mas acham que incomoda. Sendo assim, muito mais mulheres se sentem incomodadas com o sutiã do que aprovam a peça.

3. Brigas entre Marcos e Emilly no "BBB" aquecem debate sobre violência psicológica

Briga tensa entre Marcos e Emilly motiva discussões sobre violência psicológica e relacionamentos abusivos
Reprodução/Rede Globo
Briga tensa entre Marcos e Emilly motiva discussões sobre violência psicológica e relacionamentos abusivos

O romance entre os ex-BBBs Marcos e Emilly durante a edição de 2017 do reality show reascendeu o debate sobre relacionamentos abusivos. O casal protagonizou uma série de brigas, sendo que em uma delas o médico encurralou a jovem em um canto da solo, colocou o dedo em sua cara e, depois, ainda a imobilizou. Por conta disso, o Delas publicou uma reportagem sobre o que é violência psicóloga, explicando também como a mulher por reagir ao abuso . Estamos em 2017, quase 2018, mas as mulheres ainda são vistas como inferiores.

4. "Não é uma briga de irmãos", diz jovem após ser vítima de violência doméstica

A Lei Maria de Penha reconhece cinco tipos de violência doméstica e familiar: física, sexual, patrimonial e moral
Shutterstock
A Lei Maria de Penha reconhece cinco tipos de violência doméstica e familiar: física, sexual, patrimonial e moral

Em outra reportagem, mostramos como os relacionamentos abusivos não se resumem apenas a relacionamentos amorosos. A mulher não é vista como inferior apenas por alguns parceiros, mas também por familiares em muitos casos. Foi o que aconteceu com Karen Mizuno, que revelou nas redes sociais que denunciou o irmão após diversas agressões. Você sabia que a Lei Maria da Penha também contempla esses casos?  Se não, entenda mais ao clicar aqui.

5. Mulheres e as fases do ciclo reprodutivo são retratadas em ensaio fotográfico

Mulheres que participaram do projeto
Aline Muller
Mulheres que participaram do projeto "Somos Uma" estavam em diferentes fases do ciclo reprodutivo e menstrual

O corpo feminino e suas diversas formas foi retratado em um ensaio delicado da fotógrafa brasileira Aline Muller. Em “Somos Uma”, ela mostra como nós, mulheres, mesmo não tendo vivenciado uma situação como a gravidez, por exemplo, já nos pegamos imaginando como seria viver essa situação.

Leia também: Jornalista responde post de Danilo Gentili, e hashtag contra gordofobia viraliza

“Quis retratar o ciclo reprodutivo e as questões que o cercam de forma mais ampla. Também fui movida pelo sentimento do quanto nós, mulheres, independentemente de qual fase deste ciclo estamos, já nos vimos em todas elas e o quanto é importante e fácil ter empatia por outras em função disso”, explica Aline em entrevista ao DelasConfira a reportagem completa aqui.

6. Usar maquiagem, ser delicada, gostar de vestidos? Afinal, o que é ser mulher?

Nos últimos anos, o debate sobre o que é ser mulher vem crescendo a medida que as desigualdades são conhecidas
Arquivo pessoal
Nos últimos anos, o debate sobre o que é ser mulher vem crescendo a medida que as desigualdades são conhecidas

Em junho, conversamos com quatro mulheres com estilos bem distintos, mas que nem por isso deixam de ser do sexo feminino: Juliana Rakoza, 31 anos, makeup artist; Sarah Santos, 24 anos, estudante de psicologia; Jessica Tauane, 26 anos, YouTuber e comunicóloga social; Edvangela Carolino Neves, 22 anos, estudante de gestão ambiental. Conversamos também com uma ginecologista para saber as diferenças entre os homens e as mulheres.

Será que há uma forma de resumir o que é ser mulher ou existem diferentes formas de ser de um mesmo sexo? As mulheres que fogem do padrão estabelecido são respeitadas? Ser feminina é ser vaidosa? Ser feminina é algo natural da mulher ou uma construção social?  Entenda essa história ao clicar aqui.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.