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Grau de complexidade do procedimento e histórico de saúde do paciente são os itens principais que determinam se uma pessoa está apta ou não à cirurgia

Uma dúvida muito recorrente entre pacientes que procuram o consultório de um cirurgião plástico se refere a quais fatores podem impedir que uma pessoa possa ser submetida a um procedimento estético. E aqui neste espaço da coluna Plástica Sem Medo tentaremos esclarecer essa dúvida resumida e didaticamente.

Primeiro é preciso esclarecer que existem procedimentos estéticos de pequeno, médio e grande portes. Observada essa questão, outro item não menos importante se refere às condições de saúde que podem impedir ou não que uma paciente possa se submeter a uma cirurgia plástica.

No caso de procedimentos médicos de pequeno porte ou minimamente invasivos como retirada de pintas ou de verrugas na pele ou aplicação de toxina botulínica (o famoso botox) e preenchimento de pele, as restrições são mínimas.

Por exemplo: se uma paciente toma anticoagulantes – medicamentos popularmente conhecidos por “afinar o sangue” – deve em média (a critério do especialista que prescreveu), interromper o uso da medicação até 7 dias antes do procedimento. Se determinada paciente tem alguma doença descontrolada como a arritmia cardíaca e vai usar anestésico local, ela fica impedida de fazer um procedimento estético.

À medida em que a complexidade de uma cirurgia plástica aumenta, mais restrições podem ser encontradas no caminho, caso a paciente tenha histórico de doenças pregressas.

No caso do implante de silicone nas mamas , considerada uma cirurgia de média complexidade, uma paciente que tenha um quadro de hipertensão descontrolada fica impedida de fazer a cirurgia. Vale o mesmo para pacientes com diabetes e doenças cardíacas fora de controle.

Vale registrar: em caso de procedimentos de média complexidade, o recomendável é que pacientes que possuam quadros de hipertensão, diabetes ou doenças da tireoide passem por especialistas em suas respectivas áreas para controlar os sintomas a fim de estar apta a realizar uma cirurgia plástica.

No caso de procedimentos plásticos de grande porte, como os que combinam o implante de silicone aliado à retirada de tecido gorduroso e a readequação do tecido abdominal – a abdominoplastia – as restrições aumentam consideravelmente.

A paciente deve estar com a saúde completamente controlada. Pacientes com histórico de anemia, trombose, Acidente Vascular Cerebral (AVC), hemofilia ou infarto por exemplo, ficam impedidas de realizar uma cirurgia estética de grande porte.

A regra não é geral nem deve ser encarada como algo definitivo. Salientamos que cada caso tem suas particularidades e um cirurgião plástico de sua confiança lhe passará todas as informações para que você possa fazer uma intervenção, qual seja a complexidade, com segurança e mínimos riscos à sua saúde.

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