Brasil Econômico

Opção a mais do que uma simples pia nas áreas de piso frio numa casa, seja na cozinha ou banheiro, as bancadas tornaram-se peça fundamental para ampliar a superfície disponível para manuseios e ou itens de decoração. Durante uma reforma, escolher a base certa para receber as cubas e torneiras parece tarefa fácil. Mas não é. 

Atualmente, o mercado proporciona diversidades de acabamentos, texturas e cores de bancadas satisfazendo às expectativas estéticas e funcionalidade para o dia-a-dia. Por isso a coluna Dentro de Casa especificou algumas opções que vão te auxiliar nesse momento. 

Granito: é uma pedra natural, caracterizado por marcas pontilhadas, sendo resistente ao calor e à quebra. Muito utilizado em cozinhas e banheiros, seu preço varia conforme a tonalidade e disponibilidade no mercado. Normalmente, é uma opção bem econômica. Os tons de granito mais escuros são resistentes a manchas. Em contrapartida, os tons claros podem manchar em contato com substâncias ácidas perdendo o brilho. Assim é uma peça sujeita a manchas ou até mesmo propensa a criar ferrugem. A heterogeneidade do material demanda uma decoração mais neutra. 

Mármore: também é uma pedra natural, porém se destaca por uma coloração mais uniforme e com formação de veios, o que traz muita sofisticação para os ambientes. É utilizado principalmente em bancadas de banheiros. Essa peça não é recomendada para uso externo por não ser tão resistente quando o granito. Vale o mesmo para áreas de manipulação, como a cozinha, pois é considerado um material poroso e muito suscetível à ocorrência de manchas. Seu preço varia bastante conforme a tonalidade escolhida.

Silestone: material industrializado, é composto por 94% de quartzo e 6% de resina, o que confere uma maior homogeneidade na aparência, proporcionando uma diversidade de cores. O material é resistente às manchas, riscos e desgastes. Muito utilizado em banheiros e cozinha, seu uso não é recomendado quando exige muito contato com a luz solar (como área de churrasqueira sem cobertura) e panelas quentes. O investimento costuma ser entre três ou quatro vezes a mais que o valor de uma bancada de granito (a depender do material). 

Concreto: produto moldado no próprio local, é resistente a riscos, ao calor e tem possibilidade de cores (aplicação de pigmentação) e texturas. Utilizado em bancadas de cozinhas e banheiros, o material precisa ser selado com regularidade para resistir à água e aos produtos de limpeza. Para garantir um acabamento perfeito, é aconselhável usar o cimento polimérico com aditivo (composição de massa à base de quartzo), garantindo uma boa resistência às trincas.

 Granilite: produto formado por uma massa de cimento com pedaços de pedras em vários tamanhos e formatos. Utilizada em cozinhas e banheiros com acabamento polido. É resistente à quebra e ao calor. O material é de fácil manutenção e é mais resistente que as bancadas de concreto devido à presença de minérios em sua composição. Como ponto negativo, vale registrar que é uma peça mais suscetível ao surgimento de fissuras. 

Porcelanato: bancada composta por peças de revestimento porcelanato, o material é praticamente impermeável e possui uma grande variedade de cores e texturas. Utilizado principalmente em banheiros, sua resistência varia de acordo com o modelo escolhido. O valor também é versátil, pois pode-se optar por uma empresa especializada ou executar na própria obra. Atentar-se que, para um acabamento perfeito, as peças devem possuir quinas em 45º e, pela pouca espessura das peças, esse chanfro é de complexa execução. 

Inox: queridinho número 1 dos hospitais e cozinhas industriais, as bancas de aço inox apresentam a superfície lisa e não porosa, dificultando o acúmulo de bactérias. Também são resistentes à altas temperaturas, são fáceis de limpar e possuem um visual uniforme que facilita a decoração. As desvantagens são relacionadas a valores (alto custo do material), a facilidade de risco e a possibilidade de grandes deformações por peso. 

Dica da Helô: independente do material escolhido, a recomendação é sempre contratar um profissional especializado na categoria definida. Os riscos diminuem, principalmente no momento da instalação, quando se define o prumo/nível da peça, dificuldade futuras fissuras nos encaixes das peças.

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