Rótulo, é informação sobre um produto, e fica afixado ao mesmo. Como a descrição diz rótulo é para produtos e não para pessoas, menos ainda para crianças. Uma criança pode ser várias coisas ao mesmo tempo, gentil, chata, estudiosa, preguiçosa, portanto não pode ser rotulada com apenas uma descrição.

Os rótulos podem ser "bons" ou "ruins"

filhos
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Rótulos são para latas, não pessoas


Alguns rótulos "bons"

  • Calma
  • Boazinha
  • Obediente
  • Inteligente
  • Responsável
  • Tranquila
  • Corajosa
  • Forte

Alguns rótulos "ruins"

  • Chorona
  • Esquecida
  • Medrosa
  • Dorminhoca
  • Bagunceira
  • Briguenta
  • Teimosa
  • Relaxada


Apesar de os rótulos estarem classificados acima como bons ou ruins, para o seu filho qualquer rótulo é ruim.

Quando você rotula seu filho, você está dizendo para ele quem ele é, ou quem você pensa que ele é, mas o fato é que o que nós pensamos sobre os nossos filhos, não é, na maioria das vezes  quem de fato eles são.

A criança fica refém de um rótulo, se ela sempre é chamada de inteligente, ela sente necessidade de honrar esse rótulo, deixando de lado coisas que ela realmente quer fazer para estudar, e fazer jus ao que se espera dela, e decepcionando a si mesma quando não alcança as expectativas do rótulo que lhe foi dado.

Essa decepção vem acompanhada de confusão, afinal, se sou chamada de inteligente o tempo todo, porque não consigo atingir os objetivos.

Aos invés de rotular, prefira elogiar, não diga para o seu filho, ou para alguém sobre o seu filho,"preguiçoso" prefira conversar com o seu filho e procurar saber porque ele não quer realizar as atividades propostas, sejam elas, praticar esportes, guardar brinquedos, ou qualquer outra atividade que ele não queira realizar, elogie quando ele realmente merecer, quando ele de fato executar o que foi solicitado.

Deixe o seu filho ser quem realmente ele é, pense em você mesmo, como adulto, você é realmente o que você gostaria? Imagine então a seguinte situação, você está vivendo em um mundo em que não precisa agradar ninguém, quem realmente você é?


Claro que vivemos em sociedade, seguimos regras, mas temos que dentro do possível cada vez mais tentarmos ser quem realmente somos, e não representamos papéis dos rótulos que nos foram dados.

Se representar ser quem não somos e péssimo para adultos, pior ainda para crianças, que ainda estão desenvolvendo sua auto estima. Seu filho não é um produto, não de uma etiqueta a ele.

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