Artista revelou que sofreu corte químico depois de extensas descolorações
Foto: Reprodução/Instagram
Artista revelou que sofreu corte químico depois de extensas descolorações

Na última semana, a cantora Luísa Sonza divulgou que sofreu um corte químico em seu cabelo. Por meio de suas redes sociais, a gaúcha revelou que os fios platinados não suportaram os danos e tiveram que ser cortados.

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Sonza já era dona de um cabelo loiro natural, mas platinou o cabelo em 2019, e, desde então, colore o cabelo constantemente. "Nem deu diferença, eu repiquei ele inteiro e agora eu assumi. Assumam seus cortes químicos. Eu estou com aplique, óbvio, porque não existe cabelo", brincou a artista.

O corte químico sofrido por Luísa é uma quebra severa dos fios e acontece quando se utiliza uma química incompatível com o cabelo. Nesse processo, o cabelo acaba não suportando as mudanças e se desfaz, deixando os fios porosos, ásperos, secos e fragilizados.

Tratamentos muito excessivos como alisamentos, escovas progressivas, penteados permanentes, tinturas, mechas e luzes podem enfraquecer as madeixas, ainda mais se combinados com poucos cuidados e profissionais não capacitados. 

“[O corte químico] geralmente ocorre em cabelos previamente fragilizados ou pela realização de mais de um procedimento químico sem respeitar o tempo de recuperação da fibra capilar”, explica Cleiton Vítor, cabeleireiro especialista em produtos capilares e sócio fundador da Felps Professional, marca brasileira de produtos capilares reconhecida internacionalmente.

Os fios de Luísa, segundo Vítor, podem ter sofrido com o corte devido às constantes descolorações, o uso excessivo da fonte de calor e a grande utilização do mega hair: “provavelmente, a junção de todos esses fatores, por mais que seja difícil apontar qual a causa da quebra química.”

“Progressiva e descoloração juntas nunca é uma boa opção, mas existem clientes que mesmo assim querem fazer”
Redação EdiCase
“Progressiva e descoloração juntas nunca é uma boa opção, mas existem clientes que mesmo assim querem fazer”

Além do excesso de procedimentos e a fragilização dos fios, um dos principais motivos que causam esse corte é a incompatibilidade química. “Existem várias químicas não compatíveis entre si. Por exemplo, se você fizer um alisamento ou relaxamento à base de Guanidina e depois aplicar o Tioglicolato de Amônia, eles são incompatíveis. O Henê é outra química que é incompatível com as outras químicas, como a descoloração.”

O combo ‘liso e loiro’, sonho de muitas mulheres, é também uma das principais causas da quebra dos fios por incompatibilidade. “Progressiva e descoloração juntas nunca é uma boa opção, mas existem clientes que mesmo assim querem fazer”, conta a cabeleireira e especialista em extensões capilares Jenny Mota.

Por mais que as causas do corte químico sejam procedimentos muito comuns entre as madeixas das mulheres, os profissionais esclarecem que existem formas muito simples de se evitar o corte químico.

Segundo Cleiton, o teste de mechas é sempre o pontapé inicial para se evitar a quebra dos fios. Geralmente, todos os profissionais realizam esse procedimento antes de qualquer processo químico. O teste é feito separando uma mecha pequena do cabelo, aplicando o produto em questão e aguardando os resultados. 

“É necessário testar as mechas antes de aplicar qualquer química nos fios. No teste de mechas você terá ideia de como está sua saúde capilar e como os fios podem reagir com determinado produto”, alerta o profissional.

O cronograma capilar também é a solução para quem deseja fios mais hidratados para uma possível química. “É necessário se preparar para transformar o cabelo. Hidratar, nutrir e reconstruir. Também é necessário diminuir as fontes de calor, pois elas desestruturam a composição do fio”, detalha a cabeleireira Paula Santos.

Para pessoas que já sofreram com o corte químico, a resposta é a mesma: muito cuidado. O corte químico é irreversível, e apenas com o tempo e com muito tratamento, o cabelo pode se tornar saudável novamente.

“Uma das coisas que mais tento ensinar para minhas clientes é que comprimento não é tudo. Às vezes, elas deixam de cortar fios fragilizados pois preferem um cabelo longo, mas extremamente danificado. Com muito cuidado e paciência, esses fios crescerão novamente. Apenas com isso”, finaliza Santos.

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