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“Foi algo tão natural, como se sempre tivéssemos sido desse jeito. Uma partilha completa do amor incondicional mais raro e bonito”, diz Ali Jones

Já pensou em viver um relacionamento com dois ex-namorados? Essa é a realidade da tatuadora Ali Jones, 29 anos, da África do Sul. Depois de desencontros amorosos, ela reencontrou seus ex-parceiros e descobriu que eles tinham se tornado grandes amigos e, após viver uma experiência sexual a três, resolveu dar uma chance ao poliamor.

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Reprodução/Instagram
Ali Jones, 29 anos, relata como é reatar com o ex-namorado e viver um poliamor com seus dois amores

Segundo informações do portal britânico “Daily Star” , até se descobrir no poliamor, Ali teve uma vida amorosa conturbada. Em 2013, ela conheceu Damien Grundy e ficou encanta em como ele se tornou uma boa figura paterna para a filha que teve em uma relação anterior. No mesmo ano, eles se casaram e tiveram um filho, Tziyon-Moon.

O problema é que Ali era muito jovem na época e a pressão da maternidade refletiu na sua relação com Damien e eles se separaram. “Perto do final de 2016 nosso relacionamento começou a ficar conturbado. Eu estava infeliz comigo mesma, pois me sentia perdida pelo fato de ter tido meu filho tão jovem, aos 19 anos”.

Pouco depois de se separar, a tatuadora conheceu Matty Ruchton e engatou em outro relacionamento. Ela conta que se apaixonou rapidamente e que o homem a fez se sentir de uma forma como nunca havia se sentido antes. “Ele também acolheu meus filhos como seus e os amou instantaneamente”, comenta Ali.

Quando Damian descobriu que em tão pouco tempo sua ex já estava com outro, ele ficou com o coração partido. Depois de um tempo, a tatuadora começou a se sentir dividida entre os dois amores e, por isso, resolveu terminar com Matty.

Para pensar melhor na sua vida, Ali resolveu tirar um tempo para si e viajar. “Decidi ir para a Europa para iniciar minha carreira e ganhar algum dinheiro.” O detalhe é que nesse tempo os ex-namorados dela se tornaram grandes amigos e passaram a compartilhar suas experiências.

“Eles se tornaram verdadeiros melhores amigos sendo tão parecidos e, ao mesmo tempo, tão diferentes. Ambos têm almas lindas”, fala Ali. Quando ela voltou da Europa, o trio se encontrou e eles passaram a se relacionar juntos.

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A experiência do poliamor

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Reprodução/Instagram
A tatuadora conta que para ela viver o poliamor foi algo tão natural quanto qualquer outra relação que já teve

O trisal teve uma experiência sexual e foi ai que tudo mudou. “Quando voltei, três meses depois, nós três decidimos ter uma noite de recaída. Nunca nos meus sonhos mais loucos achei que esta noite mudaria todas as nossas vidas”, conta.

Ela continua: “Nós bebemos algumas coisas, falamos sobre e compartilhamos nossas histórias e experiências nos últimos meses, cada um de nós ganhou muita perspectiva, compreensão, apreço e cura naquela noite”.

Depois desse dia, eles começaram a brincar sobre a ideia de ser tornarem um trisal. A brincadeira foi acontecendo e quando menos esperaram eles já estavam vivendo um relacionamento poliamoroso. “Foi algo tão natural, como se sempre tivéssemos sido desse jeito. Uma partilha completa do amor incondicional mais raro e bonito”, afirma.

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Ali acrescenta: “Estamos em uma relação poliamorosa fechada entre nós três – o que significa que há mais de duas pessoas em nosso relacionamento, ele não é ‘aberto’, não nos envolvemos intimamente ou emocionalmente com outras pessoas fora de nossa tríade”.

O trisal vive muito bem junto e encontrar um equilíbrio nesse tipo de relação. “O poliamor não é ser sexualmente promíscuo. Embora a gente compartilhe o um com o outro no sexo, a relação é baseada na conexão e no supremo amor incondicional”, finaliza.

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