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Para que serve o clitóris? Usar duas camisinhas é mais eficaz do que usar apenas uma? Teste seus conhecimentos enquanto aprende sobre o assunto

Apesar de discussões relacionadas a sexo serem mais aceitas nos dias de hoje do que em décadas passadas, o tema ainda é um tabu. Isso faz com que seja complicado conversar sobre o assunto com jovens que, muitas vezes, têm vergonha de buscar informações com fontes confiáveis. Sendo assim, não é difícil ouvir mitos a respeito de práticas sexuais sendo espalhados como verdades por aí. 

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Como o sexo ainda é um tabu, é natural que as pessoas tenham vergonha de procurar informações confiáveis sobre o tema e acabem acreditando em mitos. Isso, porém, pode trazer prejuízos tanto para a vida sexual quanto para a saúde
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Como o sexo ainda é um tabu, é natural que as pessoas tenham vergonha de procurar informações confiáveis sobre o tema e acabem acreditando em mitos. Isso, porém, pode trazer prejuízos tanto para a vida sexual quanto para a saúde

Quando o assunto é sexo , será que você está bem informado ou anda acreditando no que não deve? Teste seus conhecimentos em nosso quiz e, em seguida, descubra detalhes sobre cada uma das afirmações:


Foi mal no teste? A gente te ajuda!

1 - É, sim, possível contrair doenças durante o sexo oral

Tanto quem faz quanto quem recebe o oral tem chances de contrair uma doença sexualmente transmissível como HPV e herpes. Se houver contato com o sêmen, é possível até haver transmissão de outras doenças como clamídia, gonorreia, sífilis, hepatite e Aids. Apesar de esta orientação ser frequentemente ignorada, o indicado é utilizar a camisinha masculina ou a feminina (cuja parte que fica para fora da vagina protege também os lábios vaginais) durante a prática.

2 - A camisinha feminina e a masculina são igualmente eficazes

Por as pessoas não estarem tão familiarizadas com esse tipo de camisinha, têm a impressão de que ele é “rejeitado” por não funcionar direito, mas isso é um mito; a eficácia do preservativo feminino é a mesma que a do masculino, ficando entre 95% e 98%. Além disso,  elas dão maior autonomia à mulher - já que podem ser colocadas horas antes da relação sexual - e "encapam" o canal vaginal, tornando o deslizar do pênis mais fácil para mulheres que têm problemas de lubrificação.

3 - Usar duas camisinhas ao mesmo tempo dá ruim

A ideia de que usando dois preservativos ainda há chances de o casal continuar protegido por um deles caso o outro se rompa durante o sexo até parece lógica, mas, na prática, não funciona. Apesar de eles normalmente serem lubrificados, a fricção entre as duas camisinhas aumenta o risco de ambas furarem ou rasgarem, e o mesmo vale para o uso simultâneo do preservativo masculino e do feminino.

4 - Sexo oral não engravida

A fecundação só tem chances de ocorrer quando o sêmen entra em contato com o canal vaginal ou com a vulva. Portanto, mantendo os órgãos sexuais longe um do outro antes, durante e após a ejaculação (ou utilizar preservativos), não há com o que se preocupar.

5 - Só a camisinha previne tanto a gravidez quanto a transmissão de doenças

Apesar de haver vários métodos contraceptivos tão eficazes quanto a camisinha na hora de prevenir uma gravidez indesejada, o preservativo (tanto o masculino quanto o feminino), são os únicos que também previnem a transmissão de doenças.

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6 - O corpo humano possui inúmeras zonas erógenas

As zonas erógenas estão espalhadas da cabeça aos pés tanto da mulher quanto do homem. Essas áreas do corpo são mais sensíveis ao toque devido ao número de terminações nervosas que têm, e o nível de prazer que cada uma proporciona é diferente de pessoa para pessoa, assim como a melhor forma de estimulá-las.

7 - A primeira transa não precisa doer

É comum ouvir dizer que a mulher vai, obrigatoriamente, sentir dores e ter sangramentos durante a primeira relação sexual, mas não é bem assim. O rompimento do hímen pode gerar certo desconforto, mas nada absurdo.

De acordo com Livia Daia, ginecologista e obstetra da clínica Daia Venturieri, muitas mulheres relatam dores nesse momento porque não estão relaxadas. A falta de informação sobre a questão, o fato de que muitas mulheres não conhecem o próprio corpo e o medo natural acerca da virgindade são aspectos que contribuem para o nervosismo, e ele é o maior inimigo do casal nesse momento.

Segundo a médica, o estresse contribui para que os músculos da vagina de contraiam, dificultando a penetração. Ela afirma também que, quanto mais nervosa a mulher fica, menos lubrificação chega à vagina, o que pode provocar ardor durante o ato. Conversar sobre o assunto para chegar na hora H sabendo o que esperar e manter um lubrificante à base de água à mão são algumas das coisas que podem ajudar. 

8 - Lavagem anal? Nem pensar!

Muita gente acredita que, para não haver nenhum acidente constrangedor envolvendo fezes, é preciso fazer uma lavagem interna no ânus antes do ato, mas, de acordo com a sexóloga Carla Cecarello, do site C-Date, esse hábito prejudica as defesas naturais da mucosa e pode favorecer o surgimento de infecções. Segundo ela, a dica é evitar ingerir alimentos que soltam o intestino nas refeições desse dia.

9 - Clitóris realmente é o "botãozinho do prazer"

Enquanto o órgão sexual dos homens tem mais de uma função, o clitóris – que, apesar de ter uma parte externa bastante pequena, se estende por dentro do corpo – serve única e exclusivamente para dar prazer. Segundo a ginecologista Mariana Maldonado, o pênis e o clitóris possuem a mesma origem embrionária e ambos ficam rígidos quando são estimulados, mas, no segundo caso, essa ereção é menos perceptível devido o tamanho da parte visível do órgão.

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10 - Sexo sem penetração existe, sim

Ao contrário do que muitos pensam, o sexo vai muito além da penetração. Tanto no corpo do homem quanto no da mulher, há muitas zonas erógenas que, quando estimuladas, podem levar as pessoas ao orgasmo sem que haja penetração. Para muitas mulheres, a penetração é até menos prazerosa do que a estimulação do clitóris, por exemplo. Pescoço, seios, períneo, bumbum, há muito o que estimular, basta descobrir como a pessoa gosta de ser tocada.