Tamanho do texto

"Recebi um e-mail de um homem que queria que eu o sufocasse com os dedos dos pés. Outro queria que eu o menosprezasse", diz a britânica Ari Mactan que tem namorado e garante que não tem relações sexuais com os clientes

Já imaginou ganhar aproximadamente R$ 750 por hora para repreender, humilhar verbalmente, chicotear e literalmente andar por cima de um homem? Pode parecer estranho para muita gente, mas esse é o trabalho da britânica Ari Mactan, de 31 anos, que acredita salvar o casamento de muitos clientes sendo uma dominatrix.

Leia também: Pesquisa revela quais são os fetiches mais comuns entre homens e mulheres

Ari Mactan conta detalhes de como é ser uma dominatrix
Reprodução/The Sun
Ari Mactan conta detalhes de como é ser uma dominatrix


Ari sempre teve uma mente aberta quando o assunto era fetiche e quando descobriu que os homens estavam dispostos a pagar para serem submissos, chegou à conclusão que tinha encontrado a profissão dos sonhos: ser uma dominatrix .

“Ser uma dominadora pode ser muito gratificante. Alguns clientes já me contaram como ajudei seus casamentos. Eles tinham uma necessidade e o desejo de viver essas fantasias e fetiches, mas não podiam realizá-las com as parceiras”, afirma Ari ao portal britânico "The Sun".

Desejos incomuns

Para entender melhor desse universo dos fetiches , ela começou a visitar clubes fetichistas ainda na adolescência. Aos 19 anos, começou a dominar quando um estranho pediu para ela chicoteá-lo em um clube.

Depois de completar os estudos, decidiu que faria o que realmente amava e se tornou uma dominadora em tempo integral e criou o próprio site para divulgar os serviços. Não demorou muito para conquistar uma clientela e começar a receber pedidos incomuns.

Leia também: Conheça 10 jogos eróticos para incorporar na rotina e apimentar a relação

“Recebi um e-mail de um homem que queria que eu o sufocasse com os dedos dos pés. Outro queria que eu o menosprezasse. Parecia bizarro, mas quem era eu para julgar?”, conta Ari, que também revela que o fetiche mais comum é por pés. Os podolatras geralmente desejam que a britânica pise ou esfregue essa parte do corpo no rosto deles.

Ari diz que o fetiche mais comum é por pés e que os homens gostam muito de ser pisados
Reprodução/The Sun
Ari diz que o fetiche mais comum é por pés e que os homens gostam muito de ser pisados


Porém, o serviço que a dominatrix mais gosta de realizar é algo que ela chama de “arrebentar a bola” – quando o cara gosta que a mulher chute os testículos dele. “Quem não gostaria de chutar os países baixos de um homem?”, acrescenta.

Faturando alto

O negócio só está crescendo, e atualmente Ari atende cerca de 20 clientes por mês. A britânica acredita que febre em torno do livro e do filme da trilogia “Cinquenta tons de cinza” deu um impulso a mais na carreira dela.

Na última década, a dominadora somou uma fortuna de 250 mil libras (aproximadamente R$ 1,07 milhão). Basicamente, ela arrecadou em média quatro mil libras (aproximadamente R$ 17 mil) por mês nos últimos anos.

Namorado aceita a profissão

Mesmo tendo um trabalho com forte apelo sexual, a dominatrix enfatiza que nunca fez sexo com os clientes. Inclusive, Ari namora há quatro anos com Kieran Helps, de 29 anos, e ele não se incomoda com a profissão da parceira.

Ari namora com Kieran Helps e ele aceita o trabalho da parceira
Reprodução/The Sun
Ari namora com Kieran Helps e ele aceita o trabalho da parceira


Leia também: Erotismo, fetiche e BDSM nas telonas

“Kieran está feliz em representar o papel no quarto, embora ele não goste de ser dominado, é solidário e entende o que eu faço. Minha família e amigos são ótimos também”, garante a dominatrix. “Nem todo mundo vai aprovar o meu trabalho. Mas eu tenho que dizer que com a minha carreira nunca vou ter um dia tediante no escritório”, finaliza.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.