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De acordo com um estudo feito com 26 mil americanos, as pessoas desta geração fazem menos sexo do que os pais e avós quando eram novos

Há quanto tempo você está sem fazer sexo? Se pensar nisso já te faz subir pelas paredes de desespero, acalme-se. Um estudo publicado pelo “Archives of Sexual Behaviour” recentemente aponta que seu caso está longe de ser o único. A pesquisa foi realizada nos Estados Unidos e consultou 26 mil pessoas sobre hábitos sexuais desde 1989.

Fazer sexo é cada vez mais frequente para pessoas casadas
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Fazer sexo é cada vez mais frequente para pessoas casadas

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De acordo com o estudo, americanos estão menos ativos sexualmente do que nunca. Dados apontam que, entre 2010 e 2014, casais que vivem juntos fizeram sexo 16 vezes menos que entre 2000 e 2004. Os dados são ainda mais impressionantes quando comparados à frequência sexual das pessoas de 1995 e 1999; naquela época, fazer sexo era nove vezes mais frequente do que nos dias atuais.

Jean M. Twenge, que liderou o estudo, afirma que dados anteriores indicam queda também no número de parceiros. “Apesar de terem a reputação de ficar com muita gente, Millennials e a geração que vem depois deles (conhecida como iGen ou Geração Z) estão fazendo menos sexo do que os pais ou avós faziam quando eram novos. Isso acontece parcialmente porque menos pessoas dessas gerações têm parceiros fixos”, explica ele no estudo.

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A idade também apareceu como fator determinante na quantidade de vezes em que as pessoas fazem sexo. Aos 20 anos, as pessoas têm relações mais de 80 vezes por ano, número que cai para 60 aos 45 anos e para 20 aos 65 anos. “Casais mais velhos que vivem juntos fazem sexo com menos frequência, especialmente após os anos 2000”, afirma Twenge.

Motivos e consequências

De acordo com os especialistas responsáveis pelo estudo, levantamentos anteriores afirmam que as pessoas estão cada vez mais infelizes, o que pode estar fazendo com que a libido caia. Levando em consideração que fazer sexo de fato proporciona mais felicidade , a situação se torna um ciclo vicioso. O estudo afirma que uma das causas para o fenômeno pode estar em rotinas cada vez mais caóticas. Twenge afirma, porém, que a estatística pode indicar uma futura queda na natalidade, questão preocupante no mundo todo.

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