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Teste ajuda a definir dieta ideal para cada um, de acordo com objetivos e condição física, e também orienta para a prática de exercícios

Vire e mexe aparece uma nova dieta. Ou hoje o alimento que faz mal, amanhã pode ser o grande aliado do emagrecimento . Ora cortar calorias e é a melhor opção para perder peso, ora é preciso ficar de olho nas gorduras. Em meio a tanta informação, como escolher a melhor dieta? 

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Escolher a melhor dieta para você vai muito além do que está na moda
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Escolher a melhor dieta para você vai muito além do que está na moda


A resposta pode estar no teste genético . A ideia é colher um grande número de informações sobre o paciente para saber qual é a melhor dieta para ele, tanto para o objetivo que ele espera, seja emagrecer ou ganhar massa muscular, por exemplo, quanto de acordo com a condição física dele. "Com o teste podemos realizar um estudo para verificar questões alimentares, como alergias, regulação da saciedade e também fazer uma orientação relacionada ao esporte. De acordo com os fatores externos e ambientais, a pessoa pode silenciar sua predisposição genética ou potencializá-la” explica Sheila Pacheco, nutricionista da LifeSquare, pós-graduada em emagrecimento e doenças crônicas pela Unifesp.

Como é feito o teste genético?

Quem tem medo de agulha não precisa ficar assustado. O teste é indolor e, segundo as especialistas da LifeSquare, é feito com a saliva do paciente. "É colhido [com uma haste flexível adequada] material celular da parte interna da bocheca, no interior dos lábios superior e inferior, e por fim é esfregado na língua, a fim de coletar material em boa quantidade", detalham Sheila e Camila Homsi, mais uma nutricionista da clínica.

O único preparo para o exame é não comer, beber, fumar ou mastigar gomas de mascar por 60 minutos antes da coleta. O resultado fica pronto em torno de 15 dias úteis, e o teste só precisa ser feito uma vez, pois "nossa constituição genética é fixa (permanente). Mas a expressão de nossos genes são variáveis, ou seja, podem ser estimuladas ou silenciadas por meio das nossas escolhas alimentares e estilo de vida", detalham as nutricionistas. 

Dieta personalizada

Com esse exame é possível definir a dieta ideal porque ele faz uma mapeamento do indivíduo. "O objetivo do teste é identificar fatores genéticos que influenciam o risco do surgimento de doenças crônicas relacionadas à alimentação, como a obesidade, dislipidemia, intolerâncias nutricionais", listam as especialistas. Além disso, segundo Camila, com ele é possível detectar a probabilidade de desenvolver males como Alzheimer e outras doenças degenerativas. 

Com o teste é possível estabelecer a melhor maneira para entrar em forma
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Com o teste é possível estabelecer a melhor maneira para entrar em forma


Tendo tantas informações fica mais fácil encontrar a melhor dieta para cada um. "Com informações sobre o perfil genético é possível otimizar o equilíbrio nutricional da dieta. E conhecer as tendências genéticas pode ajudá-lo a realizar mudanças positivas em seu cotidiano, promovendo assim, maior qualidade de vida", afirma a dupla. 

Com isso, é possível traçar um plano para o emagrecimento, ganho de massa muscular, fortalecimento muscular e até reduzir o risco de algumas doenças. Quando o assunto é perder peso, por exemplo, é muito comum pensar em seguir uma dieta low carb, que reduz os carboidratos do cardápio. Entretanto, há quem precise desse nutriente e não vai conseguir alcançar os resultados esperados e nem manter esse tipo de dieta. Ao fazer o teste, evita-se esse tipo de "erro", pois já será conhecida as necessidades daquela pessoa. 

Para chegar a isso, o teste genético avalia as seguintes variações genéticas associadas a diferentes condições relacionadas à alimentação e ao comportamento alimentar. São elas:

  1. Genes associados à obesidade
  2. Regulação do metabolismo lipídico
  3. Risco do desenvolvimento de Diabetes Mellitus 2
  4. Hipertensão arterial sistêmica
  5. Metabolismo do folato
  6. Metabolismo da vitamina D
  7. Intolerância à lactose
  8. Intolerância ao Glúten / Doença Celíaca
  9. Metabolismo da cafeína
  10. Modulação da resposta inflamatória, estresse oxidativo e desintoxicação.
  11. Metabolismo de vitaminas

Alguns desses nomes podem soar estranhos para muita gente, mas outros são bem comuns até em dietas da moda. Há não muito tempo os alimentos sem glúten e sem lactose viraram febre não apenas entre quem precisa, mas também para quem quer entrar em forma. Muitas pessoas, por exemplo, deixaram o glúten de lado com receio de reações do corpo como inchaço. Entretanto, se não há nenhuma alergia ou intolerância, não é preciso retirá-lo do cardápio. E fazer isso pode até trazer prejuízos para a saúde. 

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O teste dá respostas concretas ao profissional que está montando o plano alimentar. "Tendo conhecimento dessas informações, nós, nutricionistas, podemos aumentar, suplementar, restringir e distribuir nutrientes com muito mais assertividade para atingir o objetivo proposto. Além disso. passamos a acompanhar fatores de risco mais de perto e orientamos com ainda mais embasamento", defendem Sheila e Camila. 

Melhores exercícios

Você pode até gostar de correr, mas esse pode não ser o exercício ideal para seu corpo
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Você pode até gostar de correr, mas esse pode não ser o exercício ideal para seu corpo

O teste genético ainda ajuda a montar um plano de atividades física ideal para sua composição corporal e aptidão física. Na primeira parte, de acordo com as nutricionistas, são analisados genes-chave associados com a regulação do peso corporal, acúmulo de tecido adiposo subcutâneo na região abdominal e preferências alimentares. Na questão da aptidão, é possível identificar a qual exercício o corpo responde melhor. 

Ao final, o teste serve como um embasamento para o profissional de educação física na hora de montar o treino para aquele aluno e indicar as melhores ativiades para ele. 

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Outros exames

Além do teste, as nutricionistas citam outros pontos, que variam de paciente para paciente, que são importantes de serem levantados antes de começar uma mudança no cardápio e na rotina a fim de encontrar a melhor dieta. São eles: 

  1. E studo e cálculo de macronutreintes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais) da rotina alimentar atual
  2. A valiação de alimentos antioxidantes e antiinflamatorios na alimentação
  3. A nálise da composição corporal (hidratação, massa magra, % de gordura, etc.) através da bioimpedancia
  4. E studo da rotina esportiva para adequação da rotina alimentar
  5. E xames de sangue, teste genético, (testes de intolerância/alergia alimentar), entre outros.

Com isso, é possível, por exemplo, entender como é a alimentação atual do paciente e, a partir daí, traçar a melhor dieta. E também, com tanta informação, o acompanhamento do profissional vai além de um simples cardápio com o que pode ou não comer. "O paciente é tratado de uma maneira holística, e não somente visando um objetivo", afirmam Sheila e Camila. 

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