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Michele Elbertson, de 30 anos, afirma que comia fast food várias vezes ao dia e que já havia quebrado o pé em três pontos por conta do excesso de peso

A americana Michele Elbertson, de 30 anos, ouviu de um médico em 2010 que, se não mudasse suas escolhas alimentares, não conseguiria chegar aos 27 anos. A jovem moradora da Filadélfia, nos Estados Unidos, era viciada em fast food e poderia ingerir refeições que alimentariam uma família de quatro pessoas. Foi quando ela entendeu que precisava emagrecer.

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Emagrecer se tornou obrigação de Michele, que era viciada em fast food e podia comer refeições para quatro pessoas
Facebook/Michele Elbertson/Reprodução
Emagrecer se tornou obrigação de Michele, que era viciada em fast food e podia comer refeições para quatro pessoas

Desde então, Michele perdeu incríveis 95 quilos. No início de todo o processo para emagrecer , a americana pesava mais de 184 quilos e já havia quebrado seu pé em três pontos por conta do excesso de peso. Segundo reportagem do site “The Sun”, além de passar por uma cirurgia bariátrica, ela também passou a preparar suas refeições e a se exercitar.

“Eu sempre fui muito honesta com o meu médico. Contei que comia fast food várias vezes ao dia e não era capaz de andar até o final da rua sem perder o fôlego”, afirma. “Ele me olhou muito sério e me disse que se eu continuasse com este hábito, não viveria até os 27 anos. Eu sabia que era obesa mórbida, mas este foi o momento em que percebi que era preciso fazer alguma coisa. Não era mais sobre pessoas fazendo piadas sobre mim, mas uma questão de vida ou morte.”

Sete anos depois da “sentença de morte”, Michele já terminou 30 maratonas e, agora, está treinando para sua primeira competição de bodybuilding. “Eu me transformei uma ‘viciada’ em exercícios , agora. Uma vez que alcanço um objetivo, defino um novo e mais difícil para mim mesma.”

Bullying

Michele sofria bullying e algumas crianças e adolescentes na escola imitavam o som de porcos e vacas quando ela passava
Facebook/Michele Elbertson/Reprodução
Michele sofria bullying e algumas crianças e adolescentes na escola imitavam o som de porcos e vacas quando ela passava

Michele já sofria com o sobrepeso na infância, mas tudo só piorou quando ela passou a ser alvo de bullying. “Quanto maior eu ficava, mais piadas faziam, e quanto mais bullying eu sofria, mais eu comia . Era um ciclo vicioso.”

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Ela lembra ainda que quando nada pelos corredores algumas pessoas ainda faziam sons de vaca ou porco para ela. E o preconceito não mudou quando ela se tornou adulta, fazendo com que ela desenvolvesse baixa auto-estima e se isolasse.

Cirurgia

Em dezembro de 2016, Michele mostrou a mudança em seu corpo após a cirurgia para a retirada de pele em excesso
Facebook/Michele Elbertson/Reprodução
Em dezembro de 2016, Michele mostrou a mudança em seu corpo após a cirurgia para a retirada de pele em excesso

Claro que a operação no estômago ajudou michele a perder os 95 quilos, mas longe de ter sido o único responsável. Em apenas um mês após a cirurgia, ela conseguiu emagrecer nove quilos, mas a perda de peso estacionou. Foi quando ela decidiu incluir exercícios físicos a sua rotina.

“Eu precisava me exercitar para aumentar meu metabolismo. Antes, eu fazia de tudo para evitar atividade física, e agora eu preciso disso. Comecei caminhando em volta do quarteirão e me forcei a continuar com a atividade”, conta a americana, que tinha como um de seus objetivos terminar uma corrida de 5k na Disney.

Agora, ela já conseguiu completar 50 meia maratonas e 30 maratonas. “Correr era uma coisa que nunca me agradava, mas depois de completar os primeiros 5k, passei a ver outras pessoas em meia maratonas e não sei se foi inveja ou meu lado competitivo que falou mais alto, mas eu precisava correr uma maratona.”

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Após perder tanto peso, Michele também precisou passar por uma cirurgia para retirada de pele em excesso. O problema é que este excesso deixava alguns exercícios desconfortáveis e ainda causava problemas dermatológicos.

O processo que passou para emagrecer fez com que ela recuperasse a autoestima, e mesmo ainda ficando nervosa em aparecer de biquini na frente de outras pessoas, ela espera ansiosa pela competição de bodybuilding que vai ocorrer em agosto. “Eu sei que mereço isso e trabalhei duro para alcançar este objetivo.”

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