Imagine não poder fazer sexo mais vigorosamente ou qualquer outro exercício físico por conta de uma alergia que pode levar à morte? É o que acontece com Kat VanNostrand.

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A americana de 34 anos, do Colorado, foi diagnosticada com uma condição de alergia chamada anafilaxia induzida por exercício. Por conta disso, a  mulher revelou que uma relação quente com o marido pode matá-la, já que qualquer tipo de exercício físico pode desencadear um choque anafilático, ou seja, seu rosto e garganta incham, a impedindo de respirar. As informações são do jornal britânico "Daily Mail". 

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Reprodução/Daily Mail
Katy tem alergia a exercícios, mas ama correr

Ela, que ama exercícios físicos, anda sempre com um anti-histamínico emergencial e se recusa a parar de fazer as atividades que mais gosta – como correr.

O primeiro choque anafilático que ela sofreu aconteceu quando tinha 22 anos e estava correndo com uma amiga da faculdade. “Estava correndo e, de repente, comecei a me sentir muito mal. Nós paramos e eu pensei que deveria estar muito desidratada ou algo do tipo”, conta Katy, que logo percebeu que seus lábios e olhos estavam inchando muito e que estava coberta de pontos vermelhos.

Elas foram até o hospital e descobriram que Katy estava passando por um ataque anafilático, mas qualquer coisa podia ter causado aquilo, desde algo que ela havia comido até o sabão em pó que usava em sua roupa.

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A partir de então, os ataques alérgicos começaram a ser mais frequentes. Ela já chegou a sofrer 20 ataques por ano, mas ninguém conseguia prever o que estava causando.

Para tentar descobrir qual o motivo dos ataques, Katy precisou cortar diversos alimentos de seu cardápio como uvas, aveia, milho, arroz, cebola, castanhas e pimenta.

Com um médico especialista e referência em alergias, ela descobriu que tinha uma condição muito rara: ao comer certos alimentos e fazer exercícios depois, o corpo entra em choque por conta da interação dos alimentos com os hormônios liberados com o aumento dos batimentos cardíacos.

Mesmo com essa condição, Katy é determinada em continuar correndo. Depois de duas tentativas frustradas por sofrer a reação alérgica, ela terminou sua primeira maratona em novembro de 2016.

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Hoje, tomando os remédios e controlando a alimentação, ela sofre tal ataque de quatro a seis vezes ao ano. Mas nem ela ou seu médico estão satisfeitos. “Cortar certos alimentos diminuem o risco, mas algumas vezes apenas os elementos químicos produzidos no meu corpo durante o exercício me dão alergia”, revela, “Nunca posso controlar 100%”.

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