FIV
Foto: Freepik
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Cada vez mais mulheres têm recorrido à fertilização in vitro (FIV) em busca do sonho da maternidade. O procedimento, realizado em laboratório antes da transferência do embrião para o útero, vem registrando crescimento significativo no Brasil e exige cuidados que vão além da saúde física, envolvendo também o equilíbrio emocional durante todas as etapas do tratamento.

Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que mais de 62 mil ciclos de fertilização in vitro foram realizados no país em 2025.

Especialistas alertam que hábitos do dia a dia, como a limentação, prática de exercícios, consumo de álcool e cigarro, podem impactar diretamente as chances de sucesso do tratamento.

Embora muitas pessoas ainda associem a fertilização in vitro a uma última tentativa de gravidez, médicos destacam que o procedimento pode ser indicado em diferentes situações e, em alguns casos, até mesmo como primeira opção para mulheres e casais que desejam ter filhos.

Mulheres que desejam preservar a fertilidade antes de tratamentos de saúde, pessoas solteiras e casais homoafetivos também estão entre os públicos que recorrem à técnica.

Outro ponto destacado por especialistas é que cada tentativa possui características próprias. Um primeiro resultado negativo não significa, necessariamente, que o tratamento não funcionará futuramente. Questões hormonais, qualidade dos óvulos e até mudanças na rotina podem interferir no processo.

Além da parte clínica, o impacto emocional também costuma ser intenso. Ansiedade, expectativa e frustrações fazem parte da rotina de muitas pacientes ao longo do tratamento. Por isso, o acompanhamento psicológico é apontado como um aliado importante durante o processo.

Gravidez por meio da fertilização in vitro
Reprodução/freepik
Gravidez por meio da fertilização in vitro

A quantidade de óvulos coletados também não garante maiores chances de gravidez. Isso porque nem todos estarão aptos para fertilização e desenvolvimento embrionário. Segundo especialistas da área, essa redução ao longo das etapas é considerada normal.

Apesar do foco muitas vezes recair sobre a mulher, a avaliação do parceiro também é fundamental. Parte significativa dos casos de infertilidade está relacionada a fatores masculinos, o que reforça a importância do acompanhamento médico do casal durante todo o tratamento.

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